Nesta obra pretende-se estudar as duas formas rituais da
liturgia romana, comparando-as e procurando entender os motivos do
cisma, ao mesmo tempo em que se pretende abarcar as ações do atual
pontífice e as reações no mundo católico e fora dele. Para tanto,
usar-se-á como fonte o Missal tridentino de 1570 e o novo Ordo Missæ de
Paulo VI de 1969, bem como os catecismos formulados após os Concílios de
Trento (1545-1563) e o Vaticano II (1962-1965), tendo por objetivo
comparar suas notificações sobre o culto católico e seu significado.
Durante o processo de análise tem-se a intenção de vislumbrar o impacto
das mudanças no seio da Igreja, pois constata-se uma espécie de
endurecimento no final do pontificado de João Paulo II, com a
promulgação de documentos litúrgicos que tendem a criar empecilhos para
possíveis abusos durante a missa (Ecclesia de Eucharistia, 2003) - há a
retomada e destaque do sentido sacrificial do culto católico e uma série
de recomendações impostas pela Congregação do Culto Divino para
celebração da missa (Redemptionis Sacramentum, 2004). Fato é que,
quarenta anos após o mencionado Concílio Vaticano II e quase quatro
décadas de utilização do novo rito da missa, é rara qualquer menção
específica na historiografia recente da Igreja sobre o andamento de tal
tema. A maioria dos livros de história da Igreja que traça um
levantamento de fatos até o Vaticano II, apresentam-no como uma espécie
de revolução interna da estrutura eclesiástica sem, contudo, aprofundar o
tema ou mostrar as crises na Igreja decorrentes deste.
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