Em Abril de 2008, apareceu nos média o escándalo do monstro de Amstetten. Apresentárom este cidadao austríaco como um repugnante degenerado, umha excepçom da história, nunca como a quinta-essência da nossa civilizaçom. Porém, Ocidente relaciona-se de umha maneira mui semelhante com essas três quartas partes da humanidade empobrecidas, violadas, torturadas e ignoradas umha e outra vez. Três quartas partes da humanidade que nom só moram debaixo da nossa casa, senom que a sustentam. E nós comportamo-nos como a mulher do monstro que prefere nom saber, que escolhe nom saber, fazer-se desentendida, olhar para outro lado, estar tranquila e de vez em quando recolher umha criança à porta da casa ou algum negro agonizante na praia. Assim até que passem vinte e quatro anos e sejam abertos os campos de concentraçom ou as entranhas da Europa e botemos as maos à cabeça perante tanto sofrimento que pudo ser evitado, que pudemos evitar.
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