Cidades são cenários móveis onde se desenrolam fenômenos sociais
complexos. A combinação formada pela perda de credibilidade dos poderes
públicos na gestão da vida coletiva e as difundidas representações
sociais acerca do medo da violência podem conduzir a uma generalizada
sensação de insegurança, resultando em processos de alienação política,
segregação espacial e utilização de recursos privados de autoproteção e
autocontenção. O que se observa, assim, é uma desestruturalização da
sociabilidade urbana pela redução do trânsito espontâneo nos espaços
públicos e das possibilidades de encontro com a diferença, o que, em
última análise, potencializa as escalas de risco. Por isso, através de
um estudo de caso no Bairro Floresta, em Porto Alegre/RS, o que se
propõe é tensionar a relação entre espaço, sociabilidade e segurança,
problematizando as dinâmicas sociais locais em sua potencial capacidade
de produzir fendas no tecido homogêneo e hegemônico do isolamento
individualista, formulando uma ruptura emancipatória com a experiência
urbana calcada no medo e uma ressignificação da experiência
sócio-espacial.
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