Este livro estuda os discursos caracterizados pela dissonância, mais
especificamente, a ironia, a paródia e o riso. Foram privilegiadas as
teorias de Schopenhauer, Baudelaire e Jean Paul, já que são estudos que
proporcionam uma aproximação estrutural e filosófica entre os fenômenos
do riso e os discursos irônicos e paródicos. Desse modo, tal qual a
ironia e a paródia, esse riso é também fruto de uma dissonância, que
instaura, ao invés da certeza, a possibilidade, em lugar do uníssono, o
ambivalente. O estudo dos significativos pontos de contato entre a
ironia, a paródia e o riso legitima a relevância do sujeito na
decodificação desses discursos caracterizados pela ambigüidade. Para a
sua análise a autora analisou os textos: "O homem duplicado" (2002), de
José Saramago, "O cavaleiro inexistente" (1959), de Ítalo Calvino, e "O
duplo" (1846), de Dostoievski. A seleção das obras guiou-se pela
estrutura dissonante dessas narrativas, nas quais se encontram muitas e
variadas aplicações estéticas da ironia, da paródia e do riso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário