A proposta inspira-se em dois aportes de referência: o espaço biográfico
tomado de empréstimo de Leonor Arfuch e a vida pensada como obra de
arte por Michel Foucault. Tais argumentos possibilitam um novo olhar à
produção de nossas pesquisas, borrando fronteiras entre ser intuitivo e
ser arcabouço teórico-metodológico que venha a delinear o percurso rumo a
um conhecimento que se articula. Com vistas aos gêneros discursivos,
abarcados em sua pluralidade, buscando apreender um excedente da
literatura, a noção de espaço biográfico vai sendo ampliada de forma a
contemplar para além das diversas formas que tem assumido a narração
inveterada das vidas notáveis ou "obscuras", entre as quais a
autobiografia moderna não é senão um "caso".
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