Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns economistas alemães já tinham tirado suas conclusões dos acontecimentos do Terceiro Reich e trabalharam em alternativas para um futuro diferente. Wilhelm Röpke foi um deles e por ter se mostrado um adversário do partido nacional-socialista NSDAP acabou perdendo seu lugar como professor na universidade de Marburg, fugindo em seguida para Istambul. De lá ele cooperou com um grupo que se chamava a escola de Freiburg, defensores do chamado ordo-liberalismo. Baseado tanto nas experiências negativas do liberalismo laissez-faire do século 19 antes da segunda guerra mundial, quanto do intervencionismo estatal da primeira metade do século 20 no regime nazista, os economistas de Freiburg sugeriram um novo modelo como um terceiro caminho. Walter Eucken, como um dos fundadores da Economia Social de Mercado, partiu do princípio de que a supressão da liberdade econômica estaria associada à opressão da liberdade política. Sendo assim, ele se declarou contrário à pergunta que é discutida até hoje: Precisamos de um Estado grande ou pequeno? Na opinião dele, a pergunta crucial era a da qualidade do Estado. O Estado não deve controlar o processo econômico nem deixar o mercado atuar sozinho. Ele sugeriu então que a atividade econômica do Estado deve se limitar a garantir a ordem econômica, e não entrar na gestão dos processos econômicos.
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