A transição da Monarquia para a República no Brasil foi cercada de
conturbados eventos no plano interno, em razão do "vazio de poder"
decorrente das instituições decaídas, e no plano externo, eleito como
ponto de referência e de legitimidade para a boa condução do país.
Partindo do pressuposto de que havia porosidade entre a política interna
e a política externa, a diplomacia exerceu alta influência nos
acontecimentos domésticos nacionais, referendando principalmente o
relacionamento com os Estados Unidos como o ponto de apoio à instável
política interna. O maior representante dessa linha de atuação foi
Salvador de Mendonça, diplomata do Brasil nos Estados Unidos.
Americanista convicto, ele diplomata trabalhou pela aproximação -
leia-se americanização - do Brasil, intervindo em três ocasiões: na
Conferência Americana de 1889-1890 em Washington, na assinatura do
Tratado de Reciprocidade Comercial de 1891 e durante a Revolta da Armada
no Rio de Janeiro em 1893-1894. Fundamentando a pesquisa em sua na
correspondência diplomática, o autor desta obra mostra a importância da
atuação de Salvador de Mendonça na aproximação com os Estados Unidos,
processo que ao longo de quase uma década tornou sinônimas as idéias de
republicanização e americanização da esfera política brasileira.
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