O nome vem do monstro bíblico que o filósofo Thomas Hobbe tomou
emprestado para simbolizar o Estado opressor. Aqui, dois escritores
lutam por vias distintas contra o silêncio que lhes é imposto, tendo a
estátua da Liberdade como pretexto e metáfora. No início do livro, um
deles, o narrador, lê no jornal que seu amigo, Ben Sachs, morreu em uma
explosão suicida. Sachs, cuja mulher inveja, havia começado a escrever
na prisão onde foi parar por ter se recusado a lutar no Vietnã. Sua luta
pessoal começa quando despenca do quarto andar durante os festejos do
centenário daquela estátua, cujo simbolismo passa a exercer influência
sobre ele. No livro escrito em 1994, Auster, autor de “Timbuktu”,
“Trilogia de Nova York” e “Invenção da solidão”, entre outros, passeia
pela era Reagan, o terremoto de Los Angeles e outros fatos históricos
que são utilizados como pano de fundo desta história, mais uma vez
regida pelo acaso.

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