O modelo dominante de explicação do capitalismo sugere que seu advento foi o resultado natural de práticas humanas que de tão antigas quase se interligam com o interlúdio da espécie sobre a terra. Chamado de modelo mercantil do desenvolvimento econômico, essa teoria não torna necessário explicar o capitalismo, já que sua formulação consiste de que ele existiu de forma embrionária desde o princípio da história internalizado na natureza e na racionalidade humana. Compõem essa vertente Adam Smith, Weber, dentre outros. Na nova onda da sociologia histórica, Michael Mann adotou um “viés teleológico” para constatar que o capitalismo industrial já estava contidos nos arranjos sociais da Europa medieval. Para ele, a força impulsionadora do desenvolvimento da Europa situa-se no progresso tecnológico e na expansão mercantil, reforçando, na realidade, o argumento mercantil – a liberdade para o capitalismo de se desenvolver dado que uma organização acéfala, o feudalismo, concedeu a vários agentes um substancial grau de autonomia.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.

Nenhum comentário:
Postar um comentário