De maneira sugestiva o livro inicia-se situando o leitor com a
apresentação dos “Objetivos principais da política externa dos Estados
Unidos” a partir deste ponto discute-se qual é a relação desta nação com
os demais países da época, baseando-se em importantes documentos como o
“Memorando 68 do Conselho de Segurança Nacional” (CSN 68) e o “Estudo
de Planejamento Político 23” (EPP 23), pode-se visualizar como os EUA
busca atingir seus objetivos. Esses documentos trazem a tona aspectos
polêmicos e também imprime a defesa do ponto de vista Norte Americano. Ao discursar sobre as políticas intervencionistas adotadas pelo EUA
nos outros países Chomsky cita a seguinte posição de George Kennan,
autor do EPP 23, “A resposta final pode ser desagradável, mas… não
devemos hesitar diante da repressão policial do governo local. Isso não é
vergonhoso, porque os comunistas são essencialmente traidores… É melhor
ter um regime forte no poder do que um governo liberal, indulgente,
brando e infiltrado de comunistas”. Essa é uma das maneiras de
justificar a intervenção estadunidense como na República Dominicana, em
1963 e 1965; no Brasil, em 1964; no Chile, em 1973; no Irã, em 1953; na
Guatemala, em 1954 alem de outros casos onde os governos parlamentares
foram derrubados. Desta forma pode-se atribuir aos EUA como um país contra a
“democracia convencional”, pois buscando manter a “estabilidade” em sua
área de influencia (A grande área), os Estados Unidos não se utilizam
sempre de métodos democráticos, esses mesmos se representarem perigo a
estabilidade devem ser eliminados antes que o “vírus” se espalhe.
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