É
uma obra original, onde a autora aborda um aspecto muito pouco
explorado pelos especialistas vicentinos. Por meio de um trabalho
minucioso, não esgota possibilidades para a análise dos dados contidos
nos autos. Através da pesquisa sobre a linguagem utilizada por Gil
Vicente para escrever os autos é possível ambientar-se com o contexto
social da época. Muitas vezes os termos eram usados como um instrumento a
serviço da crítica de costumes, revelador da posição daquele que "fazia
"em face da cultura do seu tempo.
Eneida Bomfim levou em consideração, como referentes ao vestuário, os
nomes das vestes e suas partes, tecidos e material de confecção,
adornos, profissionais e seus respectivos ofícios, verbos designativos
das várias fases e modalidades de execução de materiais e de roupas e,
também, termos relativos àaparência em geral.
O traje e a aparência nos autos de Gil Vicente é imprescindível para
aqueles que desejam compreender o contexto sociopolítico do século XVI,
assim como é uma leitura obrigatória para aqueles que buscam recuperar a
memória daquele que é ês.
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