As terras secas, submetidas à influência de climas áridos, semiáridos e subúmidos secos, de acordo com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), concentram 41,3% da superfície emersa do planeta e 35,5% da população global (UNITED NATIONS, 2011). Essas terras, além de apresentarem os maiores índices de pobreza, também são afetadas pelos mais variados vetores de pressão sobre os seus recursos naturais, especialmente a água, o solo e a biodiversidade. E é nesses ambientes que ocorre o processo de desertificação, resultante da degradação da terra por consequência de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas. O Semiárido brasileiro, de modo particular, objeto central deste estudo, insere-se na categoria de terras secas, compondo, aproximadamente, 63% da Região Nordeste e 10% do território brasileiro. A referida área posiciona-se, segundo Ab’Sáber (1974), como um clima azonal de expressão regional, marcando exceção em relação aos climas zonais peculiares às faixas de latitudes similares da Terra.
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