Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. São três. A primeira, a matriz, a célula-mater, as igrejas barrocas, as sinuosidades do urbanismo medieval-islâmico, os templos dos deuses africanos. A mulata velha, de que falavam nossos antepassados. Cidade senhora de si, imponente, soberana - velha capital do Atlântico Sul. A segunda é a mulata nova, cidade moderna, estridente, colorida, com suas avenidas, seus shopping centers, seus trambolhos arquitetônicos, seus delírios elétricos no carnaval. E a terceira? É a que - comparando a primeira e a segunda - ainda vamos construir para nós mesmos. E é bom pensar com cuidado. Nenhuma cidade é eterna. Mas, uma vez que sai da luz do sonho para a luz do sol, dura um bocado. Entre a cidade-saudade e a cidade-cedida, qual será a próxima que vamos tecer?
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