
A cultura da convergência abarca a questão tecnológica do fluxo de conteúdos, ocorrendo por meio de múltiplos suportes midiáticos, bem como as questões de mudança de comportamento do público, o qual se apropria das tecnologias digitais em busca de diferentes experiências de consumo dos produtos midiáticos. Os sujeitos buscam um produto que não se finde na sua própria existência, mas proponha conteúdos que vão além de um único dispositivo de distribuição e necessitem do engajamento do público para que aconteçam efetivamente. Neste artigo, busca-se apresentar um breve olhar sobre a reconfiguração das práticas de consumo midiático na era da cultura da convergência. Para isso, faz-se uma apresentação do conceito proposto por Henry Jenkins e de seu contexto social, histórico e econômico. Posteriormente, propõe-se que, na atualidade, a ampliação do acesso às ferramentas de produção e aos canais de distribuição de conteúdo influencia a forma de apropriação dos sujeitos, culminando na consideração de que essa mudança produz alterações no comportamento das empresas de mídia com relação aos consumidores.
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