Este livro procura mostrar que a história dos historiadores não é mais
uma, tampouco é única, mas deve se compor de uma multiplicidade de
histórias parciais, de cronologias heterogêneas e de relatos
contraditórios. A história é uma construção, um relato que, como tal,
põe em cena tanto o presente como o passado; seu texto faz parte da
literatura. A objetividade ou a transcendência da história é uma
miragem, pois o historiador está engajado nos discursos através dos
quais ele constrói o objeto histórico. Sem consciência desse
engajamento, a história é somente uma projeção ideológica - esta é a
lição de Foucault, mas também a de Hayden White, a de Paul Veyne, a de
Jacques Rancière e de tantos outros.
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