Renovação é o grito de chamada geral no nosso doloroso presente, e é-o no domínio de conjunto da cultura europeia. A guerra, que devastou a Europa desde o ano de 1914 e que, desde 1918, apenas preferiu, em vez dos meios de coação militares, os meios “mais refinados” das torturas da alma e das misérias econômicas moralmente depravantes, pôs a descoberto a íntima inverdade, a ausência de sentido desta cultura. Todavia, esta descoberta significa precisamente a obstrução da sua força impulsora mais própria. Uma nação, uma humanidade vive e cria na plenitude das forças quando é transportada por uma crença impulsionadora em si mesma e num sentido belo e bom da sua vida de cultura; quando, por conseguinte, não simplesmente vive, mas antes vive ao encontro de uma grandeza que tem diante dos olhos e encontra satisfação no seu sucesso progressivo, pela realização de valores autênticos cada vez mais elevados. Ser um membro importante de uma tal humanidade, colaborar numa tal cultura, contribuir para os seus valores exaltantes, é a ventura de todos aqueles que são excelentes, a qual os eleva acima das suas preocupações e infortúnios individuais.
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