John Flory não esconde sua impaciência para com a vida de madeireiro na
Birmânia (atual Mianmar) dos anos 1920, quando o remoto país asiático
era uma colônia britânica. No clube de brancos racistas e bêbados que
freqüenta, Flory é considerado um bolchevique por ser amigo dos
"negros", isto é, os nativos do lugar. "Expressar-se livremente é impensável", diz Flory, sobre a miserável
existência na colônia. "Você é livre para virar um bêbado, ocioso,
covarde, maledicente, fornicador; mas não é livre para pensar por si
mesmo." Apesar de não esconder sua estreita amizade com o médico local,
um indiano honesto e dedicado, Flory demonstra relutância em defendê-lo
abertamente, junto aos membros do clube europeu, contra as calúnias de U
Po Kyin, magistrado nativo corrupto e ambicioso. A chegada de Elizabeth, uma jovem inglesa casadoira, faz o calejado
administrador enxergar sua única chance de construir uma vida digna e
feliz. Mas o angustiado Flory, um dos mais complexos e apaixonantes
personagens modelados pelo gênio de George Orwell, parece não ter o
poder de mudar o rumo dos acontecimentos.
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