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sábado, 6 de agosto de 2016

Christopher Hitchens - A Vitória De Orwell
















Sessenta anos após sua morte, George Orwell continua a despertar paixões e controvérsias. Adversários e admiradores do escritor ainda se digladiam nas páginas da crítica produzida em torno de seu legado intelectual, reivindicando para os respectivos partidos ideológicos os aspectos mais convenientes da vida e da obra do autor - ou denunciando os supostos deslizes éticos de suas opções políticas, caracterizadas por uma coerente defesa da liberdade e do arbítrio democrático dos povos. Em A vitória de Orwell, Christopher Hitchens, um dos mais influentes escritores e polemistas da atualidade, se dedica à desconstrução das mitologias montadas em torno da vida e da obra de Orwell. Visões à esquerda e à direita, bem como interpretações psicanalíticas e sociológicas, são implacavelmente confrontadas com documentação biográfica. Os numerosos textos publicados ao longo da sua carreira de pensador engajado e literato militante são revisitados por Hitchens em cotejo com as cartas e diários do autor, estabelecendo um roteiro crítico indispensável para a compreensão do pensamento orwelliano.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

George Orwell - A Filha Do Reverendo
















A Filha do Reverendo conta a história de Dorothy Hare, a filha de um Pastor, cuja vida é virada de cabeça para baixo quando ela sofre um ataque de amnésia. É o romance mais experimental de Orwell, com um capítulo inteiramente escrito em forma dramática, no entanto não ficou satisfeito com o resultado e deixou instruções para que após a sua morte o romance não voltasse a ser reimpresso.

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George Orwell - Dias Na Birmânia
















John Flory não esconde sua impaciência para com a vida de madeireiro na Birmânia (atual Mianmar) dos anos 1920, quando o remoto país asiático era uma colônia britânica. No clube de brancos racistas e bêbados que freqüenta, Flory é considerado um bolchevique por ser amigo dos "negros", isto é, os nativos do lugar. "Expressar-se livremente é impensável", diz Flory, sobre a miserável existência na colônia. "Você é livre para virar um bêbado, ocioso, covarde, maledicente, fornicador; mas não é livre para pensar por si mesmo." Apesar de não esconder sua estreita amizade com o médico local, um indiano honesto e dedicado, Flory demonstra relutância em defendê-lo abertamente, junto aos membros do clube europeu, contra as calúnias de U Po Kyin, magistrado nativo corrupto e ambicioso. A chegada de Elizabeth, uma jovem inglesa casadoira, faz o calejado administrador enxergar sua única chance de construir uma vida digna e feliz. Mas o angustiado Flory, um dos mais complexos e apaixonantes personagens modelados pelo gênio de George Orwell, parece não ter o poder de mudar o rumo dos acontecimentos.

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sábado, 26 de dezembro de 2015

George Orwell - O Caminho Para Wigan Pier














"No sistema capitalista, para que a Inglaterra possa viver em relativo conforto, 100 milhões de indianos têm que viver à beira da inanição - um estado de coisas perverso, mas você consente com tudo isso cada vez que entra num táxi ou come morangos com creme." É dessa forma, unindo a pegada do inconformista com a mordacidade do literato, que George Orwell pinta as relações entre a metrópole imperial britânica e suas colônias na Ásia, na segunda parte de O caminho para Wigan Pier, publicado originalmente em 1937. É na primeira parte, porém, que ele dá conta, com seu costumeiro estilo límpido ("de vidraça", como ele dizia), direto e vigoroso, de sua visita às áreas de mineração de carvão em Lancashire e Yorkshire, no norte da ilha britânica. A pobreza e o sofrimento atroz dos mineiros são retratados ali com um grafismo brutal, desde as condições esquálidas de moradia ao medo das frequentes ondas de desemprego que assolavam a região, colocando em risco extremo a sobrevivência física dos trabalhadores e de suas famílias. Orwell já havia mergulhado a fundo na experiência da pobreza quase absoluta, nos dois anos que viveu perambulando como mendigo e trabalhador desqualificado pela França e pela própria Inglaterra - experiência narrada em seu primeiro livro, Na pior em Paris e Londres. A isso, somou-se o impacto desses dias passados lado a lado com os mineiros de carvão, o que resultou não só na pioneira peça de new journalism (expressão que só apareceria a partir dos anos 1960, nos Estados Unidos) da primeira parte de Wigan Pier, como também na análise amarga e muitas vezes sardônica da estrutura social, dos preconceitos de classe britânicos e das fragilidades e inconsistências da esquerda intelectual bem-nascida que lemos na segunda parte da obra.

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terça-feira, 1 de setembro de 2015

George Orwell - Como Morrem Os Pobres E Outros Ensaios














Para George Orwell, nada substituía a experiência direta da vida. E foi com base na vivência pessoal e na observação crítica do mundo que ele escreveu ensaios, artigos e crônicas ao longo de toda a vida. Alguns dos mais representativos desses textos estão reunidos em Como morrem os pobres e outros ensaios. Na primeira seção do livro, por exemplo, estão os relatos e reflexões de Orwell sobre sua vivência pessoal como sem-teto, colhedor boia-fria de lúpulo, presidiário e paciente de um hospital público. Em outra parte enfeixam-se seus vigorosos artigos sobre o uso da linguagem verbal no romance, na poesia, na propaganda política e no jornalismo. A gama de interesses do escritor é inesgotável. Com a mesma verve e conhecimento de causa, ele fala sobre temas graves, como a hipocrisia intelectual, ao lado de assuntos mais leves e aparentemente até fúteis, como os trajes da elite britânica e o gosto do cidadão inglês por crimes sensacionalistas. De todos os tópicos, sejam grandes ou pequenos, Orwell extrai revelações sobre a estrutura da sociedade, as mudanças nos costumes, as transformações profundas operadas na Inglaterra e no mundo na primeira metade do século XX.

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George Orwell - Dentro Da Baleia














Os brasileiros conhecem bem o George Orwell de 1984 e A revolução dos bichos, duas fábulas políticas que marcaram época pelas críticas ao totalitarismo em imagens fortes. Mas a faceta de jornalista e ensaísta, apresentada agora em Dentro da baleia, merece igual atenção. Sua prosa de não-ficção tem a mesma capacidade de prender o leitor e, de tão cristalina e flexível, tornou-se um estilo que as boas escolas de jornalismo estudam no mundo todo. Seus temas continuam vivos por obra e graça de sua transparência corajosa e poder descritivo. Mesmo as reflexões políticas circunstanciais falam ao leitor de hoje. A organização do livro, a cargo do jornalista Daniel Piza, procura abarcar a variedade de assuntos que interessava a Orwell. Na primeira parte, Orwell escreve sobre a carreira de escritor e lembra o período em que trabalhou como vendedor num sebo de livros. Ele também discute a arte da resenha e cria a categoria dos "bons livros ruins", aqueles que seguimos lendo com empolgação mesmo cientes dos defeitos. Na segunda parte, temos o Orwell memorialista e analista político. Textos como "Um enforcamento" e "O abate de um elefante" são clássicos do jornalismo literário. Em "Reflexões sobre Gandhi", Orwell causa controvérsia ao criticar a vaidade do pacifista mais famoso do século XX. Na terceira e última parte, literatura e política se misturam ainda mais, e ele examina autores como H.G. Wells, Tolstoi, Swift e Mark Twain à luz de suas opções políticas. A pergunta que mais inquietou Orwell foi justamente a relação entre o escritor e a política, discutida no ensaio que dá título ao livro. Para ele, o escritor não deve ter visão partidária da realidade, mas também não pode fugir da responsabilidade de imaginar uma sociedade melhor. Como supunha que o mundo caminhava para o totalitarismo (a maioria de seus ensaios foi escrita nos anos 30 e 40), lamentou a morte do romance. Sua própria ficção, porém, foi prova do contrário. Em harmonia com seus ensaios, deu um grito de resistência que ainda ecoa.

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

George Orwell - Lutando Na Espanha














A vida e a obra de George Orwell estão indissoluvelmente ligadas à história da Guerra Civil Espanhola. Tendo participado das lutas travadas em Barcelona e lutado no front em 1937, Orwell publicou, dentre outros, seu famoso relato Homage to Catalonia (Homenagem à Catalunha), que no Brasil vem sendo editado com o título Lutando na Espanha. Por diversas razões, o livro nunca chegaria a ter uma segunda edição inglesa durante a vida do autor. Porém, antes de morrer, Orwell deixou indicações precisas nesse sentido, alterando alguns aspectos da edição princeps e que produzem uma alteração significativa no estatuto do relato, cuja verosimilhança passa a repousar mais centralmente no testemunho pessoal de um participante dos combates. Se o livro não teve grande repercussão desde seu lançamento, em 1938, até o falecimento de Orwell, a partir dos anos 50 foi amplamente traduzido e editado mundo afora, o que se justifica, por uma lado, pela fama de Orwell como ficcionista, mas também, por outro, pela importância propriamente historiográfica do texto. A questão da Guerra Civil Espanhola era tão fundamental para Orwell que, até bem mais tarde, ele não mediria esforços para tentar refletir sobre ela e lutar por uma versão mais verdadeira do que teria ocorrido naquele momento histórico, escrevendo diversos textos combativos, pricipalmente veiculados na grande imprensa, a respeito da guerra e da Espanha ainda durante muitos anos.

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domingo, 30 de novembro de 2014

George Orwell - Lutando Na Espanha














A vida e a obra de George Orwell estão indissoluvelmente ligadas à história da Guerra Civil Espanhola. Tendo participado das lutas travadas em Barcelona e lutado no front em 1937, Orwell publicou, dentre outros, seu famoso relato Homage to Catalonia (Homenagem à Catalunha), que no Brasil vem sendo editado com o título Lutando na Espanha. Por diversas razões, o livro nunca chegaria a ter uma segunda edição inglesa durante a vida do autor. Porém, antes de morrer, Orwell deixou indicações precisas nesse sentido, alterando alguns aspectos da edição princeps e que produzem uma alteração significativa no estatuto do relato, cuja verosimilhança passa a repousar mais centralmente no testemunho pessoal de um participante dos combates. Se o livro não teve grande repercussão desde seu lançamento, em 1938, até o falecimento de Orwell, a partir dos anos 50 foi amplamente traduzido e editado mundo afora, o que se justifica, por uma lado, pela fama de Orwell como ficcionista, mas também, por outro, pela importância propriamente historiográfica do texto. A questão da Guerra Civil Espanhola era tão fundamental para Orwell que, até bem mais tarde, ele não mediria esforços para tentar refletir sobre ela e lutar por uma versão mais verdadeira do que teria ocorrido naquele momento histórico, escrevendo diversos textos combativos, pricipalmente veiculados na grande imprensa, a respeito da guerra e da Espanha ainda durante muitos anos.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

George Orwell - 1984














1984 é um romance distópico clássico do autor britânico George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair. Terminado de escrever no ano de 1948 e publicado em 8 de junho de 1949, retrata o cotidiano de um regime político totalitário e repressivo no ano homônimo. No livro, Orwell mostra como uma sociedade oligárquica coletivista é capaz de reprimir qualquer um que se opuser a ela. O romance tornou-se famoso por seu retrato da difusa fiscalização e controle de um determinado governo na vida dos cidadãos, além da crescente invasão sobre os direitos do indivíduo. Desde sua publicação, muitos de seus termos e conceitos, como "Big Brother", "duplipensar" e "Novilíngua" entraram no vernáculo popular. O termo "Orwelliano" surgiu para se referir a qualquer reminiscência do regime ficcional do livro. O romance é geralmente considerado como a magnum opus de Orwell.

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sábado, 4 de outubro de 2014

George Orwell - A Revolução Dos Bichos














Verdadeiro clássico moderno, concebido por um dos mais influentes escritores do século 20, "A Revolução dos Bichos" é uma fábula sobre o poder. Narra a insurreição dos animais de uma granja contra seus donos. Progressivamente, porém, a revolução degenera numa tirania ainda mais opressiva que a dos humanos Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos - expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História - mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto.

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