Apesar de o método positivista ainda ser inegavelmente
predominante em todos os cursos acadêmicos, o que muitos não sabem é que
ele não é necessariamente obrigatório: sua função é apenas demonstrar o
aprendizado e a capacidade do aluno em realizar uma pesquisa, mas caso o
aluno consiga demonstrar isso utilizando outro método, não haveria (teoricamente) nenhum problema. Feyerabend pode ser enquadrado no chamado pós-positivismo, uma corrente filosófica que critica o racionalismo científico que o positivismo clássico pressupõe. Mas diferente do falsificacionismo de Karl Popper e dos paradigmas históricos de Thomas Kuhn, Feyerabend defende que não há método científico que garanta a existência de uma verdade. Feyerabend dedica grande parte de seu livro “Contra o método” para discorrer sobre a mudança paradigmática do copernicanismo marcada por Galileu – a retomada da teoria de Aristóteles sobre o movimento da Terra. Tal episódio demonstra que Galileu não proporcionou um avanço científico nem mesmo uma ampliação do conhecimento, sendo apenas um regresso em favor de um modelo mais consistente. A conclusão que se chega é que, contrariando tanto o empirismo lógico quanto o falcificacionismo popperiano e as análises meta-históricas de Kuhn, uma nova teoria não precisa necessariamente trazer ou refletir fatos novos, mas sim uma nova linguagem observacional.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário