Um aspecto pouco conhecido na Bahia, entre os anos de 1969 e 1971, foi a existência de uma oposição empreendida pelas organizações de esquerda armada urbana contra o regime político instalado no país, na sequência do golpe militar de 1964. A escassez de estudos relativos à ditadura, bem como a visível inexistência de trabalhos sobre a resistência da esquerda armada foram, sem dúvida, os maiores obstáculos encontrados na realização deste trabalho, e também seu maior estímulo. Baianos como Carlos Marighella, Mário Alves e Jacob Gorender tiveram uma nítida posição de enfrentamento com o regime militar no âmbito nacional, todos eles dissidentes do Partido Comunista Brasileiro (PCB), que optaram por uma radicalização da oposição política, através da luta armada de inspiração foquista. Essa luta se divide em três etapas principais no devir da atividade guerrilheira, inspiradas no exemplo da Revolução Cubana, sobretudo nos livros La guerra de guerrillas de 1977 de Ernesto Che Guevara, chefe de uma das colunas vitoriosas que tomaram o poder em Cuba em 1959, e Revolução na revolução de 1967, escrito pelo intelectual francês Régis Debray.
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