Banco é continuação da história de
“Pappilon”, quando o personagem principal sai da prisão. “Pappilon”, que
significa borboleta, é a história da extraordinária aventura da vida de
Henri Charrière, quando este foi condenado à prisão perpétua. O autor
era tido como perigoso por jamais deixar escapar a presa. O acusado
oficial fez de tudo para despedaçar a borboleta, em coro ao juiz. Ele
pintava o retrato do réu com mentiras, afim de que os jurados o fizessem
desaparecer da sociedade. Julgado, passou por várias prisões chegando até a Colômbia, onde
conseguiu fugir, depois de várias tentativas e de ter-se submetido a
trabalhos forçados. Henri Charrière, ao descrever todo o processo pelo
qual passou ao longo desses anos, sempre levantava à discussão de até
que ponto o silêncio absoluto, o isolamento completo, infligido a uma
mente jovem, podem provocar uma verdadeira vida imaginativa. A borboleta
é intensa, é viva, sobrevoa onde melhor lhe parece, e, depois, em
liberdade, tem que criar truques para sobreviver. Seus leitores temiam
que com a morte do autor, “Pappilon” tivesse exaurido sua fonte
inspiradora, mas ao ser divulgada a notícia de que, entre os papéis
deixados por Charrière, se encontrara um manuscrito no qual o
ex-prisioneiro dava continuidade às suas memórias.

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