Este estudo investigou o que os torcedores organizados teriam a dizer
sobre a violência no futebol brasileiro, para depois interpretar tais
discursos à luz do referencial teórico de Johan Galtung. Visando
contribuir com o debate sobre a violência no futebol, nesta abordagem,
optamos pelo viés da compreensão em lugar da visão estigmatizante e
preconceituosa sobre o tema. Defendemos que reduzir a discussão da
violência no futebol meramente à ação das torcidas organizadas
fragmenta a análise desse complexo fenômeno e se mostra improdutivo,
pois a violência no futebol perpassa a organização, gestão e estrutura
do futebol brasileiro, além dos episódios de violência física.
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