Em Videologias, Bucci e Kehl desenvolvem um complexo argumento
que articula teoria social marxista (Marx e alguns frankfurtianos, entre
outros) e psicanálise (Freud e Lacan, sobretudo), tendo como referência
básica as "Mitologias" de Roland Barthes e a noção de
"espetáculo"introduzida por Guy Debord. Nessa imbricada teia, a
televisão aparece como a produtora suprema do imaginário mitológico nas
culturas contemporâneas, lugar privilegiado da "videologia, um
"trocadilho em aberto, cujo significado se consuma quando contraposto ao
significado das mitologias barthianas ou ao significado do termo
ideologia" Numa clave aparentemente estruturalista, os autores afirmam
que, na modernidade, a televisão tem o poder da influência "porque é o
elo que industrializa a confecção do mito e o recoloca na comunidade
falante" Ela (a TV) "não manda ninguém fazer o que faz"; apenas (...)
"autoriza e legitima práticas de linguagem que se tornam confortáveis e
indiscutíveis para a sociedade, pelo efeito da enorme circulação e da
constante repetição que ela promove" E acrescentam: "A TV sintetiza o
mito".
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