Reunindo, pela primeira vez, pesquisas originais e
trabalhos monográficos produzidos em universidades de todo o país, a
presente obra recupera os sentidos históricos da prisão no Brasil e
enriquece o atual debate sobre violência e segurança pública. Ao tratar da detenção como um produto social,
construído e reconstruído ao longo da história, os pesquisadores
incluídos nesta coletânea provam que conhecer a prisão é compreender uma
parte significativa dos sistemas normativos da sociedade brasileira ao
longo dos últimos séculos. Comparando o sistema carcerário nas
diferentes regiões do país e apontando suas diferenças e semelhanças,
jovens historiadores e renomados estudiosos produzem um conjunto
heterogêneo de reflexões sobre as formas de controle social na história
do Brasil. Embora existisse como forma de reter os indivíduos
desde a Antiguidade, a criação da pena de encarceramento é identificada
apenas na Idade Moderna, por volta do século XVIII, como elemento-chave
de importantes mudanças acontecidas no sistema penal do Ocidente. A
punição seria desde então marcada pela racionalização da pena de
restrição da liberdade.
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