Depois de O Brasil holandês, em que Evaldo Cabral de Mello contextualiza
trechos dos documentos mais importantes sobre a presença batava no
Nordeste, o autor publica obra sobre os engenhos de açúcar na região,
que complementa o livro anterior e constitui um instrumento valioso para
o estudo da história socioeconômica do período. Em O bagaço da
cana, o autor analisa aspectos da atividade canavieira nordestina entre o
início da colonização portuguesa e a definitiva retirada dos
holandeses, e defende que, mesmo no momento da sua maior expansão
durante os anos do governo Nassau, o cultivo açucareiro não chegou a
alcançar o patamar da fase anterior a 1630. O bagaço da cana é fruto
de uma pesquisa exaustiva baseada em documentações de origem
neerlandesa e luso-brasileira, e uma obra essencial para entender o
primeiro boom econômico do Brasil Colônia.
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