Neste romance autobiográfico, J. M. Coetzee discute o ideal romântico do
artista e a ânsia por experiências novas na vida de um jovem dos anos
1960, entre Londres e a África do Sul. John está prestes a se formar em
matemática, mas sua grande aspiração na vida é tornar-se um poeta. O
problema é que a poesia não se entrega para qualquer um. Assim, o rapaz
aguarda ansiosamente pelas experiências de vida que farão com que ele
entre em contato com o fogo sagrado da inspiração poética e do
verdadeiro amor. É em busca desse ideal que ele abandona a África do Sul
dos anos 1960 e vai para Londres. Tudo o que arranja na antiga
metrópole, porém, é um tedioso emprego de programador de computadores.
Além de uma ou outra namorada, que nunca está à altura das grandes
paixões que ele imagina serem necessárias para que um homem seja tocado
pela chama da arte e da poesia. Em Juventude, J. M. Coetzee reconstrói com crueza e bom humor seus ideais juvenis.

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