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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Adriano Belisário & Bruno Tarin (Orgs.) - Copyfight: Pirataria & Cultura Livre














Para além dos conflitos travados pelos direitos de cópia, Copyfight nos leva às múltiplas trincheiras de um polêmico tema da atualidade: a propriedade privada sobre o imaterial. Artistas, pesquisadores, agricultores, camelôs, hackers, médicos… Qualquer pessoa encontra-se atualmente atravessada pelas questões de “propriedade intelectual” no seu dia a dia. As redes e as ruas são os campos de batalha de uma guerra que se materializa nas campanhas anti-pirataria, na repressão aos ambulantes nas metrópoles e nos dolorosos dobramentos que as patentes de medicamentos e o controle sobre formas de vida causam. Mas que também se materializa no vazamento de informações “confidenciais” de governos e grandes empresas, na ocupação e produção autônoma das cidades e da internet, no desenvolvimento de software livre etc. Copyfight se coloca nessa disputa a partir da constatação de que a dualidade “Copyright X Copyleft” e a tentativa de síntese efetuada pelo Creative Commons são incapazes de dar conta da multiplicidade de perspectivas e práticas que são desenvolvidas em torno da pirataria e cultura livre. Copyfight é um convite à produção de novos pontos de vista e práticas sobre esses temas, assim como a ocupação das redes e das ruas.

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sábado, 24 de janeiro de 2015

Adriano Belisário (Org.) - Tecnomagia














Quais os limites da crença míope na ciência normal e sua sucessão infinita de paradigmas? Com quantos progressos se faz uma barbárie? Ou dissecar então a etimologia de “Universo” até chegar no fim da História para repetir como farsa apoteótica? Puro Oxímoro? Redes de delírios? Nascidos em hospitais, assassinaram a lógica por legítima defesa e fugiram da aula de anatomia. Recusaram o pragmatismo da talha dos bisturis hipocráticos, afiados para esta operação cirúrgica de cortes dos umbigos da genealogia que definiu os nomes das crenças todas. Inventaram o elo perdido entre o pré-histórico e o pós-digital, que agora opera diretamente em função de desejos subjetivos de busca por potencialização de alteridades. O que querem estes filhos bastardos com seus caleidoscópios de lendas e ciências tortas, derivadas e híbridas? Ameaça ao tabuleiro de mapas e peças da batalha entre os Homo Fabers. A geologia da Alquimia, da Macumba, das Cartomancias Insurgentes, das CiberSanterias, da Física Computacional Aplicada,das Gambiarras, das Técnicas do Êxtase reunidas não sobre um mesmo plano, mas em uma intensa caixa de areia. Hermes-Exu. Falanges e turbas de entidades míticas a protegem daqueles que podem crer em algo para além da metafísica da colisão de partículas, gerando novos universos e redefinindo as posições dos astros, estrelas e fronteiras. Tecnologia é mato. O mato é humano. Pise na grama. A brisa irá levar os sigilos encriptados para o xamã-rádio no ipê com seu maracá-desacelerador de partícula. Construir alianças com a técnica não-cartografáveis por taxonomias dos fazeres e saberes. Amar o erro. Amar a máquina. Ser maquinações. E renomear-nos. Ciência subjetiva da coisas. Simbiose entre organismos e matérias. A especialização foi um erro. Os alquimistas estão voltando. A pura entropia, sem as contas? Ábacos são Oráculos? Que horas temos? Faça-se carne entre nós!

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