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terça-feira, 5 de abril de 2016

Aluísio Azevedo - O Cortiço














Publicado em 1890, O Cortiço é a síntese do Naturalismo brasileiro, sua melhor e mais acabada expressão. Constituindo-se em um dos melhores retratos do Brasil do fim do Segundo Império, a obra recria a realidade dos agrupamentos humanos sujeitos à influência da raça, do meio e do momento histórico. O predomínio dos instintos no comportamento do indivíduo, a força da sensualidade da mulher mestiça, o meio como fator determinante do comportamento são algumas das teses naturalistas defendidas pelo autor ao lado de fortes denúncias sociais. O protagonista do romance é o próprio cortiço, onde se acotovelam lavadeiras, trabalhadores de pedreira, malandros e viúvas pobres.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Aluísio Azevedo - Filomena Borges














Filomena Borges é o quinto romance de Aluísio Azevedo. Nele, são muito importantes as descrições realistas do observado e o retrato do cotidiano da cidade - caracterísiticas sempre presentes nas obras realistas e naturalistas. Também é notável o grande número de palavras e expressões francesas - a literatura francesa era, na época, o principal modelo para os autores brasileiros.  Trata-se de um livro bem humorado e divertido, com situações hilariantes criadas pelo autor com o casal de protagonistas. Filomena é uma moça ambiciosa que pretende conseguir a ascenção social através do casamento. Seu marido Borges, porém, é um sujeito sem maiores pretensões, apesar de ter suas posses. Filomena busca, então, modificá-lo a qualquer custo, para torná-lo o seu marido ideal - ela chega a expulsá-lo do quarto na noite de núpcias. Borges dedica-se, então, a cumprir todas as exigências e caprichos de sua esposa, que consegue finalmente modificá-lo - além de levá-lo á ruína financeira. Borges dedica toda a sua vida ao sentimento que tem pela esposa, mas nunca consegue o que realmente sempre quis: viver em paz ao lado de sua Filomena.

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Aluísio Azevedo - A Condessa Vésper














A Condessa Vésper é obra de Aluíso Azevedo. Foi publicado em forma de folhetim no periódico Gazetinha com o nome Memórias de um Condenado. Quando transposto para livro foi bastante modificado – ganhando inclusive um capítulo 0. É um romance que traz todos os defeitos da estrutura folhetinesca, mas tem o mérito de traçar um interessante painel da sociedade carioca da época. Com o detalhismo que era característico do autor e da tendência realista, retrata bem a linguagem das camadas mais pobres da população e a dinâmica das bases “podres” da sociedade imperial. Gabriel é o amante apaixonado de Ambrosina, que se viu dominado sob seus caprichos e disposto ao sacrifícios do amor. Ela se transforma em Condessa Vésper ao lado do príncipe D. Filipe. Mas o tesouro da sua beleza haveria de fenecer e ser guardado para a sensualidade do sepulcro.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Aluísio Azevedo - Casa De Pensão














Este livro conta a história de Amâncio, que, para libertar-se do rigoroso e bem organizado núcleo familiar no Maranhão, vai para o Rio de Janeiro onde acaba num local completamente antagônico às suas origens: a casa de pensão de Mme. Brizard, onde a "vida familiar" é só aparência, pois a promiscuidade que há pela presença de diversos tipos de inquilinos faz emergir um universo de taras, desvios de comportamento, degradação, jogo de interesses, patologias, vícios etc.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Aluísio Azevedo - O Cortiço
















O livro conta a história dos moradores do Cortiço São Romão, cada qual com o seu tipo psíquico determinado pelo meio em que vive - característica típica do naturalismo. São muitos os personagens, dentre as 99 casinhas que compõe o cortiço. Há João Romão, capitalista dono do cortiço que vive de extorquir seus clientes e inquilinos. A escrava Bertoleza, que passa poucas e boas ao ser explorada e enganada pelo marido (João Romão) e Pombinha, a moça pura que, ao entender as relações de interesse entre machos e fêmeas, se torna prostituta.

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