A Condessa Vésper é obra de Aluíso Azevedo. Foi publicado em forma de
folhetim no periódico Gazetinha com o nome Memórias de um Condenado.
Quando transposto para livro foi bastante modificado – ganhando
inclusive um capítulo 0. É um romance que traz todos os defeitos da
estrutura folhetinesca, mas tem o mérito de traçar um interessante
painel da sociedade carioca da época. Com o detalhismo que era
característico do autor e da tendência realista, retrata bem a linguagem
das camadas mais pobres da população e a dinâmica das bases “podres” da
sociedade imperial. Gabriel é o amante apaixonado de Ambrosina, que se
viu dominado sob seus caprichos e disposto ao sacrifícios do amor. Ela
se transforma em Condessa Vésper ao lado do príncipe D. Filipe. Mas o
tesouro da sua beleza haveria de fenecer e ser guardado para a
sensualidade do sepulcro.
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