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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Anja Czymmeck - Agroecologia Colocada Em Prática














A construção do conhecimento agroecológico se realiza a partir da junção da teoria e da pratica, através do intercâmbio de experiências entre os agricultores e pesquisadores científicos. Dessa forma sugiram muitas tecnologias adaptadas ao semi-árido e às realidades da agricultura familiar para o manejo ecológico das propriedades familiares. Os agricultores chamados de “experimentadores”, que estão desenvolvendo diferentes tecnologias ou aperfeiçoando-as, contribuem para o processo de construção desse conhecimento. Esta cartilha apresenta algumas das práticas voltadas ao estímulo da transição agroecológica com a intenção de contribuir para sua divulgação, sem a pretensão de ser completa e sem poder aprofundar muito na sua aplicação. Sua proposta é de ferramenta metodológica a ser utilizada em cursos, estimulando a troca de experiências e a socialização das práticas desenvolvidas e a adoção dessas tecnologias por cada vez mais famílias no Nordeste.

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Anja Czymmeck (Edit.) - Meio Ambiente E Mudanças Climáticas Na Amazônia














Neste revista são publicadas os reportagens dos participantes do Laboratório Ambiental para Estudantes de Jornalismo, realizado em Santárem / PA, nos dias 22 a 25 de junho de 2008. Um estímulo ao jornalismo ambiental. Assim pode ser classificada a revista Meio Ambiente e Mudanças Climáticas na Amazônia, com reportagens de estudantes de jornalismo, que tiveram como foco as características regionais da Floresta Amazônica.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Anja Czymmeck - Agroecologia: Cuidando Do Solo














A perda de solo está atingindo proporções dramáticas nos últimos 20 anos, quase exclusivamente pela ação humana. A erosão do solo afeta cerca de 20% das terras agrícolas, 15% das pastagens e algo em torno de 30% dos bosques mundiais e por causa também de outras formas de degradação se perdem entre 5 a 7 milhões de hectares por ano de terras cultivavéis. O solo é a base da vida e da alimentação humana, mesmo assim, ainda não são tomadas medidas mais próativas para evitar a degradação, especialmente em regiões semiáridas, como o Nordeste do Brasil, onde a desertificação está aumentando a cada ano. Novos estudos do CEDEPLAR e FIOCRUZ sobre Mudanças Climáticas, Migrações e Saúde mostram que os Estados do Nordeste, e entre eles o Ceará, podem perder em torno de 70% das terras cultiváveis até 20501. O conhecimento de tecnologias adequadas para o manejo e a preservação do solo é enraizado em todas as culturas agrícolas, entretanto, este cuidado geralmente não é aplicado no caso da agroindústria. A agricultura familiar convencional também contribui para a perda dos solos por descuido e por manejo inadequado para as vulneráveis terras no semiárido.

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Anja Czymmeck - Agroecologia: Reflorestando O Semi-Árido














As florestas no Nordeste do Brasil estão diminuindo a cada ano. Nessa região predomina o bioma singular da Caatinga - a Mata Branca - que por muitos nem é reconhecida como floresta. Já perdeu 45,39% de sua cobertura vegetal original e, nos anos de 2002 a 2008, atingiu a taxa média anual de desmatamento, que foi de 2.763 quilômetros quadrados. A queimada como método para o preparo da terra de plantio tem contribuído muito para o desmatamento, causando a perda de solos e a desertificação de grandes áreas, em um processo quase irreversível. A degradação das terras causa sérios problemas econômicos, comprometendo a produção de alimentos e, assim, a segurança alimentar da população. Além do enorme prejuízo causado pela redução da produção, existe um custo elevado para a recuperação dos solos de extensas áreas, além da extinção de espécies nativas, algumas com alto valor econômico e outras que podem vir a ser aproveitadas na agropecuária, inclusive no melhoramento genético ou nas indústrias farmacêuticas, dentre outras.

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Anja Czymmeck - Agroecologia: Certificação Participativa














As relações entre os(as) agricultores(as) no campo e consumidores(as) dos seus produtos nas cidades mudaram ao longo da história e ficaram cada vez mais distantes e impessoais. Estas relações tornaram-se muito mais desequilibradas entre produtores, consumidores e meio ambiente com o crescimento da indústria de alimentos e a chamada “revolução verde” no campo, que, na verdade, foi uma “revolução química”. Entretanto, e ainda bem, estas relações estão se transformando novamente. Numa outra mão, se fortalece o movimento agroecológico com a agricultura orgânica, que aponta justamente para a construção de uma nova relação entre produtores, consumidores e natureza. O consumidor consciente e cidadão hoje quer saber se o alimento que está comprando é saudável e produzido de uma forma que não prejudica o meio ambiente – ou se estes alimentos apresentam resíduos de algum agrotóxico que possam prejudicar a saúde da sua família. Portanto, para  demonstrar que há diferença entre a produção orgânica agroecológica foi necessária a criação dos “selos de garantia”, pelos quais se assegura a qualidade dos produtos conforme alguns critérios estabelecidos. Surgem, dessa forma, os distintos sistemas de certificação da produção orgânica em vários países.

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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Anja Czymmeck - Agroecologia: Entrando Nos Mercados














A maioria dos alimentos que chega à mesa das famílias no Brasil é produzida pela Agricultura Familiar. No Nordeste, a agricultura dos pequenos produtores durante muito tempo foi considerada somente para sua subsistência. Dessa forma, criou-se um sistema de comercialização onde os agricultores recebem pouco pelos seus produtos, submetidos aos intermediários, que facilitam as vendas nas cidades.

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Anja Czymmeck - Agroecologia: Organizando Feiras














Um dos espaços mais antigos de comercialização, as feiras livres sempre fizeram parte do cotidiano de diferentes culturas. Nas últimas décadas muitas feiras cederam espaço para mercadinhos e supermercados, que se espalharam até nas pequenas cidades. Mesmo assim, a maioria se mantém e é frequentada por fregueses que procuram produtos frescos, de preferência diretamente do produtor. Os(as) agricultores(as) familiares, que se acostumaram a passar seus produtos para intermediários, estão, nos últimos anos, reconquistando esses espaços de comercialização direta, especialmente na organização de feiras agroecológicas e solidárias. Famílias inteiras participam e nelas podem estabelecer relação direta com seus clientes. Os grupos mantêm a autogestão dessas feiras, por meio de fundos rotativos, e se fortalecem na melhoria da produção e na apresentação dos produtos. Dessa forma, constroem uma nova forma de se relacionar entre eles e com o meio ambiente.

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Anja Czymmeck - Agroecologia: Manejo De "Pragas" E Doenças














O Brasil ganhou uma posição nada louvável no ranking internacional do consumo de agrotóxicos. Com cerca de 700 milhões de toneladas de veneno aplicados por ano, ficou em primeiro lugar, superando os Estados Unidos, em 2008, pela primeira vez. Os pesticidas e fertilizantes químicos persistem por muito tempo na natureza, contaminando os alimentos, o solo e a água, com consequências ainda desconhecidas para a saúde humana e a vida na Terra. Não faltam alertas sobre os riscos desses produtos químicos para os(as) agricultores(as), trabalhadores(as) rurais e os consumidores. Como consequência, a demanda por alimentos orgânicos – produzidos sem veneno e sem agredir a natureza – vem crescendo. Mas os agroecossistemas foram desequilibrados com o uso indiscriminado dos agrotóxicos, que não matam somente os insetos ou microorganismos considerados pragas, mas também os inimigos naturais, que mantém o equilíbrio das populações, por meio do controle biológico. As plantas enfraquecem e ninguém sabe dizer, quais serão as consequências das modificações genéticas que pretendem deixar as plantas mais resistentes aos próprios venenos aplicados para matar tudo ao seu redor, menos a planta cultivada. Assim também é eliminada a vida nos solos, que ficam doentes e não conseguem mais gerar plantas saudáveis e resistentes. Ao final são as “pragas” que ficam cada vez mais resistentes contra os diversos produtos químicos.

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