As pedras que balizam a vida de Ariano Suassuna – escritor, filósofo e
advogado – são carregadas de sonho, riso, festa, graça. O Ariano
sonhador, dedicado, apaixonado pela família, pela vida, pela arte e por
suas raízes brasileiras e sertanejas, é o que as autoras nos revelam
nessa obra que entremeia sua vida pessoal com episódios de sua vida
profissional.
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Ariano Suassuna - A História De Amor De Fernando E Isaura
A história do amor de Fernando e Isaura é uma espécie de versão
brasileira de Tristão e Isolda (história imortalizada pela obra de
Joseph Bédier) e, como o próprio autor declarou, lhe serviu para avaliar
e exercitar as forças de que dispunha para escrever o grande romance
com que vinha sonhando - o clássico Romance d'A Pedra do Reino, escrito
entre 1958 e 1970. 'A história do amor de Fernando e Isaura' é uma
paixão proibida. Um amor tão verdadeiro e intenso que, impedido de ser
vivenciado em toda a sua plenitude, encaminha-se para um trágico
desfecho. Seu cenário é Alagoas, com grande parte das ações decorrendo
nas proximidades do mar.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Ariano Suassuna - Iniciação À Estética
Para os que só conhecem o nome de Ariano Suassuna como o autor de Auto
da compadecida, obra que renovou por dentro a cena brasileira,
certamente surpreenderá esta Iniciação à estética. São raros os
criadores também dotados de fôlego teórico e crítico. Mas em Suassuna,
junto com a paixão do teatro reconhecemos o carisma do mestre, do
estudioso que sabe transmitir ao leitor a sua vasta cultura humanística
elaborada em longos anos de pesquisa e educação. Iniciação à estética é
mais do que um manual, como o seu título didático sugere tão
modestamente. Trata-se de um percurso que não se esgota no universo da
informação. O leitor é convidado e entrar nas grandes teorias clássicas e
modernas que há mais de dois milênios se vêm debruçando sobre os
conceitos complexos de Beleza e Arte. De Platão e Aristóteles aos
escolásticos e a Kant; de Kant a Hegel e a Bérgson, o roteiro pontua as
principais correntes filosóficas da Estética. Da história das idéias
passa o autor a enfrentar os tópicos centrais da gênese e da
diferenciação das artes: escultura, arquitetura, pintura, música,
mímica, literatura, teatro (ou, mais amplamente, as artes de
espetáculo). Devemos agradecer a este Mestre que logrou o maior dos
tentos: ser profundo sem deixar de ser cristalino. Diante de Ariano
Suassuna todos nos sentimos discípulos que não cessam jamais de
aprender.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Renata De Oliveira Mascarenhas - O Auto Da Compadecida Em Transmutação: A Relação Entre Os Gêneros Circo E Auto Traduzida Para O Sistema Audiovisual
A tradução de qualquer gênero literário para o sistema audiovisual requer um processo criativo. Tomamos como exemplo, o Auto da Compadecida de Suassuna, que inspirou três filmes - A Compadecida (Jonas, 1969), Os Trapalhões no Auto da Compadecida (Farias, 1987) e O Auto da Compadecida (Arraes, 2000) - e a microssérie O Auto da Compadecida (Arraes, 1999). A peça se destaca por sua estrutura técnica caracterizada por uma representação (auto) dentro de outra (circo). Objetivamos, nesta pesquisa, investigar como a estrutura da peça foi traduzida para o sistema audiovisual. Fundamentamos nossa análise, basicamente, em alguns teóricos de tradução, em críticos da obra de Suassuna e em estudiosos da linguagem cinematográfica. Verificamos que Jonas e Farias recriam uma estrutura simbólica constituída por uma representação (auto) dentro de outra (circo) e esta, por sua vez, encontra-se dentro de outra (filme). Arraes, entretanto, substitui a representação do circo popular por uma audiovisual (o filme A Paixão de Cristo dentro da microssérie e do filme Auto da Compadecida). Concluímos que Jonas agrega ao seu texto elementos típicos das manifestações artísticas populares, reescrevendo um universo e uma linguagem mais mítica e fincada no imaginário sertanejo. Farias cria um filme mais comercial, mesclando elementos da peça ao contexto da indústria cultural, a partir da comicidade dos Trapalhões. Arraes transporta para suas traduções a tecnologia da linguagem cinematográfica de seu tempo, reescrevendo o imaginário sertanejo na perspectiva dos meios de comunicação de massa.
quinta-feira, 5 de março de 2015
Ariano Suassuna - Farsa Da Boa Preguiça
Apesar do título, não chega a ser uma farsa propriamente dita, porque
seu caráter religioso muito pronunciado deixa-a mais próxima da
moralidade. Nela o riso é provocado pela utilização da linguagem
informal da feira e da praça pública, cuja riqueza e vitalidade são
assinaladas pelo teórico russo Mikhail Bakhtin, e que remete à cultura
popular medieval e à carnavalização. É uma peça curta, cômica, com
personagens estereotipados tomados em geral da burguesia.
Ariano Suassuna - O Santo E A Porca
Esta comédia em três atos, escrita em 1957, traz todas as
características do Movimento Armorial, criado por Suassuna.
Aproximando-se da literatura de cordel e dos folguedos populares do
nordeste, narra a história de Euricão Árabe, um velho avarento devoto de
santo Antônio que esconde em sua casa uma porca cheia de dinheiro.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Ariano Suassuna - Romance D'A Pedra Do Reino
A pedra do reino é apresentado como um romance autobiográfico narrado
por Dom Pedro Dinis Ferreira-Quadrena, o auto-proclamado 'Rei do Quinto
Império e do Quinto Naipe, Profeta da Igreja Católico-Serteneja e
pretendente ao trono do Império do Brasil'. Quaderna, obcecado em criar
uma versão essencialmente nordestina para o livro 'Compêndio narrativo
do peregrino da América Latina', de Nuno Marques Pereira, se descreve
como descendente dos verdadeiros reis brasileiros - que nenhuma relação
têm com aqueles 'imperadores estrangeirados e falsificados da Casa de
Bragança'. Seus antepassados são, na verdade, os legítimos reis
castanhos e 'cabras' da Pedra do Reino do Sertão, que fundaram a sagrada
Coroa do Brasil. As desventuras de Quaderna e a trágica história de sua
família na cidade de São José do Belmonte, no interior de Pernambuco,
funcionam como o ponto de partida para Suassuna promover suas misturas
perfeitas - o rico com o pobre, a arte com o cotidiano, a ingenuidade
com a malícia, a realidade com a fantasia, a odisséia com a sátira, a
Europa com o sertão.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
sábado, 22 de novembro de 2014
Ariano Suassuna - Auto Da Compadecida
Auto da Compadecida é uma peça teatral em forma de auto, em três atos escrita em 1955 pelo autor brasileiro Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco. Posteriormente houve nova encenação em 1974, com direção de João Cândido. É um drama do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel,de gênero comédia apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa. Apresenta na escrita traços de linguagem oral por demonstrar na fala do personagem sua classe social, apresenta também regionalismos pelo fato de a história se passar no nordeste e o autor ter nascido lá.
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