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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Georg Lukács - O Romance Histórico














A partir da tentativa de criação de uma estética marxista, George Lukács (1885-1971), em O romance histórico, livro escrito em seus anos de exílio na Rússia stalinista, aborda como as revoluções interferiram no gênero e como este serviu de instrumento para a reflexão sobre cada momento histórico. O autor húngaro desde cedo se dedicou ao gênero romance, tendo escrito ainda na juventude A teoria do romance, livro polêmico, mas que o marcaria como um teórico da cultura por toda a vida. Lukács, na época, partia de posições hegelianas que remontavam ao platonismo, descrevendo o romance como a epopéia da era moderna. Nesse livro, o autor defendia a polêmica tese que situava o mundo clássico como cultura fechada, local em que havia respostas para todas as perguntas, mesmo para as não formuladas. O romance, a partir de seu surgimento ainda no século 17, seria a tentativa de resgatar essa totalidade perdida, já que o ser humano se encontrava ao desamparo, abandonado pelos deuses e em vias de fragmentação espiritual. A tentativa de dar conta de uma completude, como sugere a narrativa romanesca, seria uma ação fracassada, porque a opção pela modernidade introduziu o homem no universo da experiência, local partido, de impasse, onde não prevalece a subjetividade nem qualquer tipo de metafísica e suas consequentes explicações sobre a origem e a razão da própria existência.

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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Georg Lukács - El Asalto A La Razón: La Trayectoria Del Irracionalismo Desde Schelling Hasta Hitler (Espanhol)














En 1953, Georg Lukács, filósofo y marxista húngaro publicó su libro “Die Zerstörung der Vernunft”, que en castellano fue traducido con el título El Asalto a la Razón. La trayectoria del irracionalismo desde Schelling hasta Hitler. En este texto Lukács demuestra, de manera bastante convincente, como muchas de las escuelas filosóficas que se generaron en Alemania entre los siglos XIX y XX, y que muchas de ellas se hicieron famosas y generaron a su vez otras escuelas en muchos países, y a las que él asocia con el calificativo de “irracionalistas”, fueron preparando, lenta y concientemente, el paso a lo que sería el culmen irracional del nazismo y sus consecuencias devastadoras. En este texto Lukács no pretende, y lo aclara perfectamente, hacer creer a sus lectores que la filosofía, por sí sola, es responsable exclusiva de la llegada de Hitler al poder y de la decadencia de la sociedad alemana y mundial que permitió el paso a éste y a la locura que se generó con la Segunda Guerra. Sí pretende, y a juicio tiene razón, demostrar que los filósofos que en sus escritos y actos renegaron y atacaron por diferentes causas la razón, la idea de progreso, la ciencia y toda la herencia de la Ilustración, dando paso a filosofías cada vez más bizarras y las ideas más absurdas, tienen una cuota de responsabilidad en la relativa facilidad con la que el nazismo se instaló en la sociedad alemana. Es decir: a diferencia de lo que muchos ridículos sostienen, Lukács no pretende establecer una línea continua entre Nietszche y Spengler con Hitler, por ejemplo. Cualquier idea en este sentido es simplemente absurda y Lukács la refuta como tal. No, su hilar es más fino.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Georg Lukács - História E Consciência De Classe














O legendário livro de Lukács exerceu sua primeira e profunda influência sobre a jovem inteligência como expressão teórica das transformações histórico-mundiais dos anos 20. Lukács tinha uma visão messiânica e efusiva da dialética marxista: 'Não é o predomínio de motivos econômicos na explicação da história que distingue de maneira determinante o marxismo da ciência burguesa, mas o ponto de vista da totalidade.' Conferir à totalidade uma posição central em contraste com a prioridade do econômico correspondia à crítica radical de esquerda às posições da socialdemocracia. Seus próprios pontos de partida para uma leitura crítica da história e para uma discussão com o alcance das teses teóricas e políticas apresentadas neste volume foram formulados pelo próprio Lukács num posfácio de 1967, que se tornou parte das novas edições e de todas as traduções.

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