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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Guy Debord - Comentários Sobre A Sociedade Do Espetáculo














Estes comentários têm a segurança de ser prontamente conhecidos por cinquenta ou sessenta pessoas, o que já é muito nos dias que vivemos e quando se trata de questões tão graves. Mas é por isso mesmo que eu tenho, em certos meios, a reputação de ser um conhecedor. Importa igualmente considerar, desta elite que vai interessar-se neles, metade, ou um número muito aproximado, é composta por pessoas que se ocupam em manter o sistema de dominação espetacular, e a outra metade por gente que teimará em fazer exatamente o contrário. Tendo assim em conta leitores tão atentos e diversamente influentes, não posse evidentemente falar com toda a liberdade. Devo sobretudo tomar cautela para não instruir demasiadamente seja quem for.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Guy Debord - A Sociedade Do Espetáculo














A idéia de se dirigir ao pior conta com pouca aceitação.' É com essa frase de impacto que Mauro Mendes Dias introduz este livro, fruto de um seminário conjunto proferido por ele e Dominique Fingermann. O pior talvez não conte mesmo com 'muita aceitação' e a proposta seja de fato 'atrevida' como afirma Fingermann, mas tratar do pior não só é fiel à ética da psicanálise, como esse 'atrevimento' é mais do que bem-vindo na medida em que convoca o analista a ler o político e não permite confundir silêncio do analista com a sua omissão em relação aos acontecimentos do mundo. O legado que nos deixou Freud e toda sua obra atesta isto, uma vez que muitos dos avanços freudianos foram respostas às injunções da História, que lhe permitiram testar a operatividade de seus conceitos psicanalíticos. O descentramento efetuado pela psicanálise, da ordem do mundo para a realidade psíquica, implica um deslocamento do ser no mundo para o ser do desejo e coloca a questão da implicação do sujeito no político, que Lacan aprofundou em sua articulação da psicanálise em intenção com a psicanálise em extensão. 'Por causa do pior' se inscreve nessa linhagem e convoca os analistas a assumirem a responsabilidade que lhes cabe face aos problemas que não cessam de surgir na civilização, exacerbando o mal-estar para o qual Freud nos alertara. Este livro é um convite ao pensamento, cumprindo desse modo o que talvez seja a maior função da psicanálise - dilatar os limites do pensável autorizado num determinado momento, numa determinada sociedade, fazendo surgir pensamento lá onde ele antes não existia.

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Guy Debord - Panegírico














Um panegírico (do grego πανηγυρικός, "reunião") era, originalmente, na Grécia Antiga, o discurso de caráter encomiástico ou laudatório que era pronunciado em grandes reuniões festivas do povo. Na Roma Antiga, denominava-se "panegírico" o discurso que os cônsules romanos pronunciavam diante do imperador, depois de serem eleitos, manifestando-lhe seu respeito e admiração.

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Guy Debord - A Sociedade Do Espetáculo














'A idéia de se dirigir ao pior conta com pouca aceitação.' É com essa frase de impacto que Mauro Mendes Dias introduz este livro, fruto de um seminário conjunto proferido por ele e Dominique Fingermann. O pior talvez não conte mesmo com 'muita aceitação' e a proposta seja de fato 'atrevida' como afirma Fingermann, mas tratar do pior não só é fiel à ética da psicanálise, como esse 'atrevimento' é mais do que bem-vindo na medida em que convoca o analista a ler o político e não permite confundir silêncio do analista com a sua omissão em relação aos acontecimentos do mundo. O legado que nos deixou Freud e toda sua obra atesta isto, uma vez que muitos dos avanços freudianos foram respostas às injunções da História, que lhe permitiram testar a operatividade de seus conceitos psicanalíticos. O descentramento efetuado pela psicanálise, da ordem do mundo para a realidade psíquica, implica um deslocamento do ser no mundo para o ser do desejo e coloca a questão da implicação do sujeito no político, que Lacan aprofundou em sua articulação da psicanálise em intenção com a psicanálise em extensão. 'Por causa do pior' se inscreve nessa linhagem e convoca os analistas a assumirem a responsabilidade que lhes cabe face aos problemas que não cessam de surgir na civilização, exacerbando o mal-estar para o qual Freud nos alertara. Este livro é um convite ao pensamento, cumprindo desse modo o que talvez seja a maior função da psicanálise - dilatar os limites do pensável autorizado num determinado momento, numa determinada sociedade, fazendo surgir pensamento lá onde ele antes não existia.

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