Publicado originalmente em 1916, Retrato do artista quando jovem
tornou-se um dos mais clássicos romances de formação da literatura
mundial. Em suas páginas, James Joyce (1882-1941) narra a maturação
psicológica, acadêmica, religiosa e filosófica de Stephen Dedalus –
batizado em referência ao mitológico inventor grego Dédalo –, seu alter ego, da infância à idade adulta na conturbada Irlanda do início do século XX. Estreia
de Joyce no romance, o livro traz sua marca registrada: prosa em fluxo
de consciência, com o estilo evoluindo conforme o crescimento do próprio
protagonista, características que posteriormente seriam exploradas ao
extremo em Ulisses e Finnegans Wake. Alternando técnicas narrativas, o
autor ora aproxima, ora distancia o leitor do personagem principal, de
acordo com as etapas de seu desenvolvimento. São
apresentados os conflitos internos do protagonista principalmente no que
tange a ideias religiosas e filosóficas com as quais bate de frente no
internato católico que frequenta e também à reflexão sobre o próprio
papel da arte. Ao fazê-lo, Stephen Dedalus constituiu um retrato do
artista que Joyce se tornaria, revolucionando o romance no século XX.
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quinta-feira, 26 de novembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
James Joyce - Dublinenses
Na virada do século XX, o coração da Irlanda bate no
peito dos personagens que percorrem as ruas de Dublin. Vidas comuns que
personificam o declínio não apenas econômico, mas moral, com o qual o
país se debate naquele momento histórico. Em quinze
contos, James Joyce contempla com realismo e dureza a vida de seus
conterrâneos em ordem cronológica: a perda da inocência na infância, as
angústias e incertezas da adolescência e a desilusão dos adultos ao
encararem sua epifania, o momento em que a verdadeira natureza de algo
se dá a conhecer. Escrito quando o autor tinha apenas 25 anos e publicado pela primeira vez em 1914, Dublinenses
é uma introdução não só à história da capital irlandesa, mas à própria
obra de Joyce. Um olhar único sobre a experiência humana constitui o
conto final, “Os mortos”, demonstrando a base do que viria a ser o
estilo com que Joyce marcaria para sempre a literatura mundial.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Baixe a versão em inglês aqui.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
James Joyce - Ulysses
Um homem sai de casa pela manhã, cumpre com as tarefas do dia e, pela
noite, retorna ao lar. Foi em torno desse esqueleto enganosamente
simples, quase banal, que James Joyce elaborou o que veio a ser o grande
romance do século XX. Inspirado na Odisseia de Homero, Ulysses é ambientado
em Dublin, e narra as aventuras de Leopold Bloom e seu amigo Stephen
Dedalus ao longo do dia 16 de junho de 1904. Tal como o Ulisses
homérico, Bloom precisa superar numerosos obstáculos e tentações até
retornar ao apartamento na rua Eccles, onde sua mulher, Molly, o espera.
Para criar esse personagem rico e vibrante, Joyce misturou numerosos
estilos e referências culturais, num caleidoscópio de vozes que tem
desafiado gerações de leitores e estudiosos ao redor do mundo. O culto em torno de Ulysses teve início antes mesmo de sua
publicação em livro, quando trechos do romance começaram a aparecer num
jornal literário dos EUA. Por conta dessas passagens, Ulysses
foi banido nos Estados Unidos, numa acusação de obscenidade, dando
início a uma longa pendenga legal, que seria resolvida apenas onze anos
depois, com a liberação do romance em solo americano. Mas, para além das disputas e polêmicas, Ulysses segue como um
divisor de águas por conta do êxito do autor no principal ponto do
romance: esticar e moldar a língua inglesa ao limite, a fim de retirar
disso um retrato fiel, divertido e comovente do que se convencionou
chamar de o “homem moderno”.
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