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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Renato Luiz Lauris Junior - José Oiticica: Reflexões E Vivências De Um Anarquista














Ao pesquisarmos a extensa historiografia sobre o movimento operário brasileiro da Primeira República encontra-se a forte e marcante presença dos militantes anarquistas junto aos trabalhadores, entre eles José Oiticica. Destacado ativista que em sua produção, seja ela militante ou acadêmica marcou sua presença nos espaços tanto acadêmicos como operários. Trabalhando com a historiografia mencionada e os poucos trabalhos dedicados a José Oiticica, mas, sobretudo, usando como fontes os artigos escritos pelo mesmo tentamos reconstruir a trajetória de Oiticica. Destacamos sua descoberta do anarquismo, a discussão sobre as suas relações sobre a ciência em sua época, as suas relações com o misticismo e finalmente sua atuação e reflexão pedagógicas.

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Cristina Aparecida Reis Figueira - A Trajetória De José Oiticica: O Professor, O Autor, O Jornalista E O Militante Anarquista Na Educação Brasileira















Este é um estudo historiográfico de reconstituição da trajetória e do itinerário de formação do catedrático do Colégio Pedro II e militante anarquista José Rodrigues de Leite e Oiticica (1882-1957), educador envolvido tanto nas ações da propaganda social libertária em jornais, em conferências do livre pensamento, no teatro social, quanto nos projetos educacionais que circularam em padrões diferenciados na História da Educação Brasileira. Autor de uma profícua produção intelectual relacionada aos estudos da lingüística, da literatura, da música, da poesia, do teatro e do ideário anarquista,  cuja expressividade pode ser encontrada em numerosos artigos para a imprensa anarquista e grande imprensa carioca, em seus manuais didáticos, em suas peças teatrais, em seus sonetos e em seus ensaios sociológicos. A pesquisa reuniu elementos da produção intelectual de José Oiticica e de sua trajetória de vida e teve como eixo mapear as suas críticas e prescrições de práticas das ações da propaganda social para a reconstituição de seu projeto para a educação libertária, da propaganda social e de sua atuação como professor de Português do Colégio Pedro II, por meio do exame de seus artigos jornalísticos, livros, opúsculos e manuscritos de aulas, correspondência ativa e passiva e incursões nas historiografias da classe operária e da educação brasileira, nos projetos educacionais que circularam em seus diferentes modelos, sobretudo entre os anos de 1905 e 1950. Na construção da pesquisa, procurou-se explicitar as suas redes de sociabilidade e relacionamentos, procedimento que evidencia um dos principais pressupostos de pesquisa, qual seja a de que os sujeitos se constituem no âmbito das práticas sociais, considerando-se as relações a que se vêm atados, as ações que promovem, as que são herdadas, todas elas dinâmicas e contraditórias. A partir da evidência interrogada e tratada por E. P Thompson, procurou-se construir a pesquisa , em observação à lógica adequada  aos materiais reunidos em observação à seqüência de conteúdos detectada pelo exame das fontes primárias, por meio da reconstituição de documentos e do diálogo com as  fontes, seguindo os seus  indícios, pistas e sinais sob inspiração de Carlo Ginzburg. Além do tratamento das fontes primárias, a pesquisa realizou entrevistas orais e trabalhou também com textos memorialistas de seus ex-alunos e com a memória de militantes preservada na historiografia da classe operária brasileira. A reconstituição do projeto educacional de José Oiticica justifica-se pelo fato de trazer para o debate alguns princípios que orientaram a experiência do vivido nos projetos da educação libertária, que, na contramão do pessimismo reacionário e do otimismo ingênuo, tinha o princípio da reflexão, das ações direcionadas a projetos educacionais individuais, de pequenos grupos e quiçá coletivos, e, principalmente, pelo fato de a pesquisa ser uma contribuição para o debate educacional sobre os padrões de educação considerados vencidos, particularmente os relacionados aos projetos da educação anarquista.

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José Oiticica - Ação Direta














Por um instinto natural, que na alma dos governados se acende, a visão do Estado aparece como uma entidade absoluta, como um protetor infalível, em cujas funções variadas se conta a de auxiliar os indivíduos e as corporações naquilo que cada qual empreender por si. Ao assômo de um interêsse qualquer realizável, de um lucro apetecido, move-se a ganância particular a recorrer à proteção do tesouro, com a convicção desarcertada de que lhes é facultada esta exigência e justo este pedido.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Aden Assunção Lamounier - José Oiticica: Itinerários De Um Militante Anarquista (1912-1919)














Este trabalho trata da militância de José Oiticica, analisando seus estudos, artigos, livros, atuações e seus jornais. O enfoque situa o contexto do movimento sindical brasileiro, com ênfase à ‗vida anarquista‘ de José Oiticica. O doutrinário, o dirigente, o líder e o militante ácrata, que tem na historiografia brasileira um lugar especial, como veremos ao longo desta análise. O recorte temporal está delimitado cronologicamente entre 1912 e 1919. A opção por este período se deve ao fato de, em 1912, Oiticica ter declarado, no semanário anticlerical A Laterna, ser anarquista. A pesquisa termina em 1919 por ser o ano em que Oiticica retorna ao Rio de Janeiro, após ter sido condenado por ―encabeçar‖ o levante grevista na Capital Federal, em novembro de 1918, tendo como pena, o desterro a Alagoas. Portanto, pretendo analisar o perfil deste militante na história do anarquismo carioca me deixando guiar pelas multifacetadas escolhas do indivíduo, observando sua trajetória a partir de seus conflitos, suas realidades, suas decepções, meios de atuação e também o ambiente sociocultural e político em que ele viveu. Busco analisar o indivíduo como alguém inserido em um coletivo e não como um ser autônomo, percebendo simultaneamente suas singularidades e suas múltiplas relações com o meio em que viveu, ou seja, sua história de vida. Assim, acredito que seja possível uma reflexão sobre a construção do anarquismo de Oiticica e também de parte das características do movimento operário daquele Estado.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

José Oiticica - A Doutrina Anarquista Ao Alcance De Todos














A “Doutrina Anarquista ao alcance de todos” é um clássico anarquista produzido pelo grande anarquista José Oiticica e publicado no periódico Ação Direta (1946-1959). Neste livro Oiticica expõem de maneira sistemática postulados fundamentais sobre o anarquismo. Segundo o próprio autor "O anarquismo não se fecha, não está enquadrado em nenhum esquema preestabelecido a servir de roteiro para a conduta humana. É a própria Vida! Vai até onde o sentido da liberdade o possa conduzir. A essência da Anarquia é a liberdade plena e a responsabilidade. A sua atualidade fica provada pelo interesse despertado nas novas gerações de pesquisadores, professores, escritores, teatrólogos e cineastas. Aí estão suas obras, suas novelas, seus filmes. Eis a mensagem deste livro.”

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