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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Klebson Oliveira, Hirão F. Cunha E Souza & Juliana Soledade (Orgs.) - Do Português Arcaico Ao Português Brasileiro: Outras Histórias














Mais uma realização do grupo de pesquisa PROHPOR (Programa para a História da Língua Portuguesa), Do Português Arcaico ao Português Brasileiro é a terceira coletânea realizada pelos especialistas do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia, depois do sucesso de A Carta de Caminha: Testemunho Lingüístico de 1500 e O Português Quinhentista: Estudos Lingüísticos. Esta obra, organizada pelos ilustres pesquisadores da área, Américo Venâncio Lopes Machado Filho e Sônia Bastos Borba Costa, recobre estudos que vão do português arcaico e avançam ao português brasileiro contemporâneo, passando pelos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX, recuando, em alguns casos, ao latim.

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terça-feira, 31 de março de 2015

Klebson Oliveira - Negros E Escrita No Brasil Do Século XIX: Sócio-História, Edição Filológica De Documentos E Estudo Linguístico














O evento que moveu e em torno do qual gira a presente tese foi a localização de expressivo acervo documental, escrito por africanos e afro-descendentes na Bahia do século XIX e preservado em uma irmandade negra denominada Sociedade Protetora dos Desvalidos, fundada em 1832. Desse acervo, escolheram-se 290 textos, principalmente atas, que foram transcritos nos moldes de uma edição semidiplomática, para que tenham serventia a estudos lingüísticos em variados níveis. Mas esse achado – documentos escritos por negros – levou a outros desdobramentos. Nesse sentido, esta tese procurou investigar, com base, principalmente, em bibliografia da História do Brasil colonial e pós-colonial, o lugar social de africanos e seus descendentes na Bahia oitocentista, a situação da alfabetização na Bahia do século XIX e a relação entre alfabetização e africanos e seus descendentes também no século referido. Nesse percurso, reuniram-se documentos saídos das mãos de escravos ou feitos por outros, mas como expressão da sua vontade, e, sobre eles, se fez um estudo. O outro desdobramento diz respeito ao local onde foram preservados os documentos editados, escritos por negros forros e livres, e que compõem o corpus deste trabalho, a Sociedade Protetora dos Desvalidos. Através de diversas fontes, dão-se o histórico e a estrutura da referida irmandade, bem como, quanto a seus integrantes, se averigüaram a origem, o estatuto civil, a cor e a alfabetização, ou seja, variáveis que têm implicações diretas sobre o corpus. Esta tese conta ainda sobre o como o corpus foi constituído, destacando-se o procedimento na seleção dos documentos, quando foram escritos e, principalmente, por quem foram escritos. Nesse último particular, desenha-se o perfil social dos autores identificados. Um estudo lingüístico sobre quatro grupos de fenômenos: este foi o último desdobramento desta tese. Analisaram-se, por terem pouca ou nenhuma atenção em perspectiva histórica nos estudos sobre o português brasileiro, os seguintes aspectos: segmentação gráfica, um traço da aquisição da escrita – grafias para sílabas complexas, fenômenos gráficos e marcas da oralidade na escrita no plano da fonética/fonologia.

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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Tânia Lobo & Klebson Oliveira (Orgs.) - África À Vista: Dez Estudos Sobre O Português Escrito Por Africanos No Brasil Do Século XIX














A formação histórica do português brasileiro deu-se em complexo contexto de contato entre línguas. Dentre as diversas situações de contato havidas, a do português com línguas africanas assume maior relevância por ter sido generalizada no tempo e no espaço. Africanos e afro-descendentes, no período que se estende do século XVII ao século XIX, correspondem juntos a cerca de 60% da população brasileira (cf. MUSSA, 1991). Contudo, a escrita da história lingüística deste que é o mais expressivo segmento formador da população brasileira era tarefa que se colocava no plano de uma reconstrução quase que exclusivamente a partir de 'indícios', uma tarefa não para historiadores, mas para arqueólogos da língua portuguesa.

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