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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Lilian Maria Da Silva & Luciani Tenani - Hipersegmentações De Palavras No Ensino Fundamental














As autoras tentam explicar a ocorrência de grafias não convencionais entre alunos no período posterior ao da alfabetização, ou seja, do sexto ao nono ano do Ensino Fundamental, quando essas grafias não seriam esperadas. O principal foco da pesquisa é a hipersegmentação, ou seja, a presença de registros não convencionais de recursos gráficos – como espaços em branco ou hífens - no interior de palavras nas quais eles não são necessários. Para as pesquisadoras, essas ocorrências são fortemente motivadas pela própria complexidade linguístico-discursiva das palavras, não só em seu registro escrito, mas também do ponto de vista linguístico, ou seja, a relação entre fala e escrita. Mas as hipersegmentações não se limitam necessariamente a palavras “complicadas”. Dentre os exemplos citados, encontram-se hipersegmentações de palavras banais, como “em bora” – embora; e “mora-va” – morava -, encontradas na escrita de estudantes dos quatro últimos anos do Ensino Fundamental. Ainda que dirija-se especialmente a professores, fonoaudiólogos e pesquisadores empenhados em entender o funcionamento da escrita - notadamente da palavra escrita e de suas relações com a fala – o livro atende a todos os que se interessam pela linguagem e por sua influência sobre a Educação.

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Marília Costa Reis & Luciani Ester Tenani - Registros Da Heterogeneidade Da Escrita














As trocas de vogais na escrita, como as resultantes da influência da fala e da hipercorreção, são classificadas nesta obra como grafias não convencionais, e não, como é corrente, erros ortográficos. Isso porque Marília Costa Reis e Luciani Ester Tenani discordam da posição de que escrita e fala situem-se em campos opostos, e que a primeira seja invariável e a última, variável. As autoras consideram a escrita uma prática social carregada de heterogeneidade e formada pelo trânsito do sujeito entre práticas sociais do oral e do letrado. Entre as conclusões da obra, cujas análises resultaram de reflexões sobre textos de alunos do ensino fundamental de São José do Rio Preto, São Paulo, está a de que o sujeito-escrevente constrói representações permeadas por esse trânsito entre o falado e o escrito. Importante contribuição aos estudos da Lingüística, o livro reflete também sobre questões pertinentes à área da Educação e outros campos das ciências humanas, por conta de sua abordagem.

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