As autoras tentam explicar a ocorrência de grafias não convencionais
entre alunos no período posterior ao da alfabetização, ou seja, do sexto
ao nono ano do Ensino Fundamental, quando essas grafias não seriam
esperadas. O principal foco da pesquisa é a hipersegmentação, ou seja, a
presença de registros não convencionais de recursos gráficos – como
espaços em branco ou hífens - no interior de palavras nas quais eles não
são necessários. Para as pesquisadoras, essas ocorrências são fortemente motivadas pela
própria complexidade linguístico-discursiva das palavras, não só em seu
registro escrito, mas também do ponto de vista linguístico, ou seja, a
relação entre fala e escrita. Mas as hipersegmentações não se limitam
necessariamente a palavras “complicadas”. Dentre os exemplos citados,
encontram-se hipersegmentações de palavras banais, como “em bora” –
embora; e “mora-va” – morava -, encontradas na escrita de estudantes dos
quatro últimos anos do Ensino Fundamental. Ainda que dirija-se especialmente a professores, fonoaudiólogos e
pesquisadores empenhados em entender o funcionamento da escrita -
notadamente da palavra escrita e de suas relações com a fala – o livro
atende a todos os que se interessam pela linguagem e por sua influência
sobre a Educação.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui e epub aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Nenhum comentário:
Postar um comentário