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domingo, 18 de setembro de 2016

Marc Bloch - Os Reis Taumaturgos
















Ao ser lançado, em 1924, Os reis taumaturgos abriu perspectivas novas para a história, sendo uma das primeiras obras do que hoje se conhece como a Escola dos Annales, o movimento historiográfico mais bem-sucedido de nosso século. O autor, Marc Bloch, um jovem professor em Estrasburgo - e que dali a vinte anos seria fuzilado pelos nazistas -, dispunha-se, em suas palavras, a fazer história com matéria até então tida por mera anedota. No caso, algo que se costumava relegar ao elenco das curiosidades ou superstições: a crença, bem difundida na Europa durante mais de meio milênio, de que os reis de França e Inglaterra tinham o poder miraculoso de curar, com seu toque, uma afecção da pele, as escrófulas. Do século XII até o XVIII, mas sobretudo no tempo de Luís XIV - isto é, em pleno século do racionalismo -, essa fé no "milagre do rei" tinha sido determinante na concepção da realeza. Assim, o que Bloch propõe é que, para estudar as monarquias medievais e do Antigo Regime, não bastam os tratados sobre o bom governo, nem as teorias do direito divino e do absolutismo, mas se deve considerar também aquilo que a modernidade desprezou como mera crença ou fábula. O historiador deve valer-se de outras ciências humanas, como a psicologia, para sair do jogo entre os objetos tradicionalmente ditos sérios, as instituições e teorias, introduzindo como fator estratégico as crenças, que afinal de contas são o que responde pelo sucesso dos poderes e doutrinas no plano da recepção, isto é, em política, no plano da obediência. Com Os reis taumaturgos nasce, então, a história das mentalidades, mas também um novo modo de pensar a história política: se um poder não depende só das razões que dá para se justificar, mas igualmente das dimensões mais obscuras, quase míticas, em que adquire obediência e apoio, o exame das crenças passadas constitui uma via privilegiada para compreender a realeza, nos tempos em que ela freqüentava o sagrado.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Marc Bloch - A Estranha Derrota














Considerada a mais pertinente análise da derrota da França na Segunda Guerra, esse livro foi escrito entre julho e setembro de 1940, logo após a rápida derrota das tropas francesas frente ao invasor alemão. O manuscrito escapou por pouco de se perder e só foi publicado seis anos depois, quando Marc Bloch, um dos mais importantes historiadores da França, já havia sido fuzilado pela Gestapo em 1944.Participando como soldado nas duas guerras mundiais, Bloch tenta compreender os motivos da derrota. Para ele, a França sucumbe não devido à sua inferioridade militar. Os motivos são mais profundos e Bloch busca a explicação no próprio ritmo da vida social. A edição traz outros pequenos textos que ajudam a compor um painel da sociedade francesa durante a Segunda Guerra e a revelar o perfil desse brilhante historiador, que contribuiu decisivamente para mudar o enfoque dos estudos históricos – até então voltados para fatos políticos do passado –, ao buscar apreender o homem na sociedade de seu tempo.

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domingo, 16 de agosto de 2015

Marc Bloch - A Sociedade Feudal














Originalmente publicada em 1939 e reeditada diversas vezes, esta obra de Marc Bloch tornou-se mais do que um 'clássico', o livro de consulta indispensável para quem quiser, aprender a essência da sociedade feudal, a formação dos laços de dependência, as classes sociais e o governo dos homens, numa palavra, a evolução do senhorio e da feudalidade.

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Marc Bloch - Apologia Da História Ou O Ofício De Historiador














Fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944 próximo a Lyon, Marc Bloch deixava inacabado um livro de metodologia, ‘Apologia da História ou O Ofício de Historiador’ – publicado pela primeira vez em 1949 por Lucien Febvre. Esta nova edição da obra póstuma de Marc Bloch, organizada e anotada por seu filho primogênito Étienne, apresenta o texto em sua integralidade. Inclui também o Prefácio de Jacques Le Goff à edição francesa e uma Apresentação à edição brasileira, feita pela professora Lilia Moritz Schwarcz. O leitor conhecerá neste livro o trabalho de um historiador que afirma o interesse da história, legitima uma ciência histórica e define práticas, objetivos e uma ética. É uma obra que merece crédito e ser lida por todos os pretensos historiadores ou apreciadores da História.

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