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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Marcelo Lopes De Souza - ABC Do Desenvolvimento Urbano














O que faz, afinal, de uma cidade uma cidade? O que tem sido comum a todas as cidades através dos tempos? Será que a causa básica dos graves problemas das maiores cidades brasileiras é o seu tamanho, como teima o senso comum em insistir7 Como podem esses problemas ser adequadamente enfrentados? Oferecer respostas para essas e outras perguntas, de forma não simplista, mas, ao mesmo tempo, acessível a um público leigo, é o objetivo deste livro. Ao nos debruçarmos mais detidamente sobre certas questões que envolvem as causas dos problemas urbanos e as maneiras de superá-los, verificamos que as respostas que muitos, no quotidiano, têm na ponta da língua são apenas enganadoramente "óbvias" e, com freqüência, incompletas ou equivocadas. Não que aqueles que não são pesquisadores do urbano não devam se pronunciar sobre as causas e as soluções para aquilo que os aflige em seus espaços de moradia, trabalho, circulação e lazer - longe disso! Eles podem e devem fazê-lo, pois têm o direito de tomar parte nas decisões sobre o futuro de suas cidades. No entanto, não seria mais proveitoso se eles pudessem participar de debates e deliberações públicos tendo travado algum tipo de contato prévio com o acervo de conhecimentos técnico-científicos que, ha decadds, vem sendo produzido sobre as cidades brasileiras ou sobre as cidades em geral?

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Marcelo Lopes De Souza - Uma Geografia Marginal E Sua Atualidade: A Linhagem Libertária














É muito comum entender “libertário” como sinônimo de “anarquista”. Histórica e etimologicamente, trata-se de uma interpretação justificável; afinal, “anarquista” e “libertário” têm andado de mãos dadas desde o século XIX. É costume os franceses atribuírem a cunhagem da palavra “libertaire” ao anarquista Joseph Déjacque, em um panfleto datado de 1857. Pode-se afirmar, com segurança, que, desde meados do século XIX, e começando pela França, “libertário” é um adjetivo que esteve, principalmente nas línguas neolatinas, vinculado ao movimento anarquista. Porém, hoje em dia, essa tradição de tomar como equivalentes “libertário” e “anarquista” deve ser vista como excessivamente restritiva. Entendidos de maneira ampla e generosa, o pensamento e as práticas políticas dos libertários constituem e sempre constituíram, por assim dizer, uma “família” relativamente heterogênea de correntes e subcorrentes. Como em toda família, também aí houve e há divergências e até mesmo rusgas. Há, não obstante, um forte elemento comum: uma postura simultaneamente anticapitalista e de oposição ao marxismo-leninismo, por conta dos elementos autoritários e conservadores deste.

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