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terça-feira, 19 de abril de 2016

Maria Lacerda De Moura - Ferrer, O Clero Romano E A Educação Laica















Ferrer acreditava no poder da educação, porque estava convencido de que “todo aperfeiçoamento significa a supressão de uma violência”. Por isso, esperava da ciência a libertação da criança. Se não viu o problema em toda a sua espantosa complexidade, bem viu muitas das suas faces. Afastar de junto da criança quaisquer paixões partidárias, as quais despertam o ódio, o sectarismo pró ou contra, o exclusivismo, o espírito de autoridade e a violência – esse é o caráter da Escola Moderna e que não tem sido realmente compreendido pelos revolucionários extremados. Ferrer confessou mesmo evitar as palavras “anarquia”, “comunismo anárquico” ou “ideias libertárias” nos seus tratados de educação. O que ele pretendia era libertar a própria criança de todas as cadeias, inclusive da cadeia mais forte do preconceito de estar de posse da verdade única...

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Maria Lacerda De Moura - Civilização: Tronco De Escravos














A humanidade, considerada na espécie, conserva mentalidade rotineira, atrasada, empírica, de todos os tempos, de todos os rebanhos. ainda mais: a civilização sufoc o instinto animal de defesa. A evolução é individual, e o conservantismo das massas é assegurado pela influência ancestral fossilizado no subconsciente coletivo e pel educação domesticada até o servilismo. Mas, se o rebanho humano é sempre o mesmo, faminto de pão e divertimentos, guerras e circos, política ou cinema, sedento de prazeres brutais e de gargalhadas sensuais, essa vaga imensa ondulando ao sabor de um Alexandre, Um Amilcar Barca, um Aníbal, um Xerxes, um César, Napoleão, Mussoline, Papa, Dempsey, Turnney, um Chico Bóia, um Rodolfo Valentino, - em compensação a ciência progrediu tanto que deu origem a fantástico desequilíbrio na vida social, posta imediatamente a serviço das perversidades inomináveis, de toda imbecilidade humana.

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sábado, 1 de novembro de 2014

Maria Lacerda De Moura - Fascismo: Filho Da Igreja E Do Capital














“Enquanto o homem estiver armado, é um tirano e um covarde. Enquanto não fizer a revolução social interior para a realização profunda, ninguém tem o direito de encher a boca com as palavras “revolução social” – porque só pode semear a verdade quem já fez a sua colheita. Quanto ao mais, palavras lindas e lições aviltantes. Os homens e mulheres “de ideia”, deixam muito a desejar. O pensamento, em absoluta dissonância com as ações. Só quando o homem realizar um ser superior, tendo abandonado a violência aos impotentes e aos degenerados, aos fracos e aos trogloditas, só então terá direito de exigir dos outros o respeito á sua dignidade de ser humano. A violência é estéril. Nada cria. É força desordenada, destruidora. Fere ao acaso e gera a violência. Estéril? – Não! É a mãe do Ódio. Quando o homem souber respeitar o outro homem, sem necessidade da policia ou das leis escritas; quando desaparecer a violência e a autoridade, por imprestáveis, – porque o homem não condenará mais a tirania com o objetivo do assalto ao poder, para se aboletar, gostosamente, no trono do tirano… já não será necessária a revolução social. Mas, enquanto os “escultores de montanhas” teimarem em obrigar os homens todos a pensar segundo o seu pensamento, a crer no que eles creem, inutilizando, massacrando os sonhos ou o pensamento dos outros – para assegurar o predomínio das suas verdades – prendendo, exilando, fuzilando ou mutilando os corpos e as consciências dos que pensam de maneira diversa: – as guerras e as revoluções sociais, uma após outras, hão de ensanguentar a terra, inutilmente, perversamente, degenerando, enlouquecendo a todo o gênero humano. Isso será até o suicídio coletivo da humanidade, através da técnica moderna da ciência – a serviço do canibalismo das verdades organizadas.”

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