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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Fabio Caprio Leite De Castro (Org.) - O Si-Mesmo E O Outro: Ensaios Sobre Paul Ricoeur
















Paul Ricœur (1913-2005) é considerado o maior representante da hermenêutica francesa contemporânea. Reflexo de suas ideias e da sua postura intelectual exemplar, a hermenêutica ricœuriana vai ao encontro de diferentes tradições, da fenomenologia à filosofia analítica, gerando um estilo inconfundível e uma concepção filosófica única e original. Os seus escritos abrangem um conjunto de temáticas relacionadas às hermenêuticas particulares, suscitando interesse em diversas áreas, como a literatura, a história, a psicologia, a teologia, a política e o direito. A partir do núcleo da hermenêutica do si desenvolvida no Si-mesmo como um outro (1990), o presente livro reúne doze ensaios que perscrutam diferentes possibilidades de leitura da dialética entre ipseidade e alteridade.

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sábado, 5 de março de 2016

Maria Helena Costa De Carvalho - Entre Filosofia E Literatura: Geometrias De Uma Relação Em Maurice Blanchot E Paul Ricoeur














O presente estudo pretende avaliar o sentido e a medida da relação possível entre filosofia e literatura em e a partir de dois pensadores de referência da contemporaneidade, Maurice Blanchot e Paul Ricoeur. Partindo-se do pressuposto de que ambas representam o esforço humano de tocar e configurar um fundo essencial que parece escapar a uma captação imediata – ainda que genericamente se considere que a filosofia o faz através do discurso conceptual/crítico e a literatura através do discurso metafórico/poético – o problema central a que procuramos responder é o de saber se, nessa tentativa, as referidas atividades poderão ou deverão aproximar-se, especialmente a primeira em relação à segunda. Tal problema dissemina-se inevitavelmente num conjunto de questões que nos propomos pensar a partir dos referidos autores: pode a literatura, na sua especificidade, abrir novas possibilidades de expressão ou mediação de um ser ou de um neutro que nos antecede e, assim, assumir-se como locus privilegiado de (convocação da) reflexão filosófica? Será filosoficamente desejável, ou até inevitável, uma aproximação à literatura? Ou, mais radicalmente, será sustentável a defesa de uma delimitação clara entre filosofia e literatura?

Paul Ricoeur - Os Três Níveis Do Juízo Médico














Este estudo põe a tônica na orientação terapêutica (clínica) da bioética na medida em que é distinta do ramo orientado para a investigação. Na verdade, ambos os ramos comportam uma dimensão prática seja em vista do conhecimento e da ciência seja em ordem ao cuidar e ao curar. Neste sentido, os dois suscitam questões éticas na medida em que ambos dizem respeito a intervenções deliberadas no processo da vida humana e não humana.

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Paul Ricoeur - Ética E Moral














Nada há, realmente, na etimologia ou na história do uso dos termos que imponha a distinção entre ética e moral. Um dos termos vem do grego, o outro do latim e ambos reenviam à ideia de costumes (ethos, mores); no entanto, podemos encontrar um traço distintivo entre eles, consoante acentuemos o que é ‘considerado bom’ ou o que ‘se impõe como obrigatório’. É por convenção que reservarei o termo ética para o objectivo de uma vida realizada sob o signo das acções consideradas boas, e o termo moral para o lado obrigatório, marcado pelas normas, pelas obrigações, pelas interdições, caracterizadas simultaneamente por uma exigência de universalidade e por um efeito de coacção. Facilmente reconheceremos na distinção entre o objectivo de uma vida boa e a obediência às normas, a oposição entre duas heranças; a herança aristotélica, onde a ética se caracteriza pela sua perspectiva teleológica (de telos - fim); e a herança kantiana, onde a moral é definida pelo carácter de obrigação da norma, logo numa perspectiva deontológica (deontológico significa precisamente dever).

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Paul Ricoeur - Tempo E Narrativa (Tomo 2)














A configuração do tempo na narrativa de ficção: a questão filosófica que o trabalho de composição narrativa coloca é a das relações e das tensões entre o tempo da narrativa e o da vida e da ação efetiva. Várias disciplinas são convocadas no tribunal desse grande debate, principalmente a fenomenologia do tempo, a historiografia e a teoria da narrativa de ficção. Tempo e narrativa 2 é consagrado a pôr a prova a teoria da narratividade exposta na primeira parte de Tempo e Narrativa, não mais no âmbito da narrativa histórica, mas, dessa vez, no âmbito da narrativa de ficção.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Paul Ricoeur - Tempo E Narrativa (Tomo 3)














O ato da leitura, sempre propício a pluralizar os sentidos pensados e veiculados pela obra, promove o encontro da água e da sede, sem o qual cada um dos dois é mera coisa em si e feita para nada.

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Paul Ricoeur - Tempo E Narrativa (Tomo 1)














Partindo da idéia mestre de que o tempo humano é um tempo recontado, Paul Ricoeur mostra que a narrativa comporta três semelhancas miméticas: o tempo de ação e vivido, o de invenção (ou armação) da intriga e o tempo de leitura.

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Paul Ricoeur - Interpretação E Ideologias














Nesta obra, Paul Ricoeur aceita o desafio de estabelecer um confronto entre hermenêutica e ideologias. Trata-se de uma decodificação interpretativa do universo dos signos presente na elaboração dos discursos das ciências humanas e sociais, bem como de uma tomada de posição crítico-interpretativa dos discursos ideológicos que se infiltram e se dissimulam em todo conhecimento, por mais científico que ele seja.

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