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terça-feira, 1 de novembro de 2016

Paulo Leminski - Vida














As quatro biografias que Leminski escreveu para a Coleção Encanto Radical ao longo da década de 1980; livros como ‘Bashô – a lágrima do peixe’ são raridades, e voltam ao mercado com a reedição de um volume único. Sob o olhar poético e apaixonado de um mesmo admirador, essas quatro trajetórias aparentemente desconexas ganham novas dimensões, criam elos e se complementam, em comunicação permanente com a vida e a obra de seu biógrafo. Trótski é visto como um homem de letras, autor do ‘mais extraordinário livro sobre literatura’ já escrito por um político. Cruz e Sousa é personagem central de um movimento que Leminski chama de ‘underground’ e que muito o influenciaria; o simbolismo. Bashô, antes de se tornar pai do haikai, foi membro da classe samurai. E Jesus é um ‘superpoeta’. Enquanto traz à tona lados de quatro de seus heróis, Leminski revela muito de si mesmo, tão múltiplo e fascinante quanto os biografados, e fornece a seus fãs, em narrativas aliciantes e cheias de estilo, uma gênese de suas principais influências.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Paulo Leminski - Agora É Que São Elas














Leminski no círculo dos escritores mais inventivos se ombreia em talento com Joyce, Rosa ou Carroll no fabuloso Catatau, seu aclamado primeiro livro, e a um Italo Calvino ou Cortazar neste Agora é que são elas. Sempre genial no que fazia, Leminski saiu-se com esta: 'O romance não é mais possível. Agora é que são elas é um romance sobre a minha impossibilidade de fazer um romance'. E lançou então esta narrativa, em lúdico e atrevido exercício, misturando todo seu repertório e talento como poeta, tradutor, ensaísta, publicitário, músico e transgressor inventivo de diversas normas. Com grande habilidade e competência neste 'suprarromance' misturando paródias, ironias, citações várias, inversões de perspectivas, norma culta ou linguajar desbocado, Leminski vai tecendo tramas: personagem sem nome, narrador-malandro que queria ser médico, mas virou astrônomo, tem um caso com Norma, filha de seu analista Vladimir Propp, escritor russo, autor da Morfologia do conto maravilhoso... As normas propostas por Propp nesse livro norteiam ou confundem a vida e ações das personagens enquanto rola uma agitada festa que estranhamente não comemora nada, divagações e questionamentos sobre os lances de uma guerra em algum lugar no cosmos, idas e vindas no tempo e no espaço, na história: tudo parece muito ao acaso, despretensiosamente ou não, para reviravoltas do pensamento culto, da filosofia à psicanálise, com uma linguagem simples, leve e solta, ligeira e musical, embaralhando e desmascarando as articulações da lógica e as regras dos esquemas prontos. Além das aparências, este definitivamente não é um romance fácil ou superficial. E a crítica vem se desdobrando em análises para lhe renovar elogios. A vida como um carnaval passando pelo labirinto, dentro ou avessa a certas normas. Ficção e realidade, indagações sobre a existência. 'Ao delito de deixar o dito pelo não dito' é o pensamento vivo de Leminski que conspira por aqui. Mas será que é mesmo assim?

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sábado, 20 de agosto de 2016

Paulo Leminski - Agora É Que São Elas
















Leminski no círculo dos escritores mais inventivos se ombreia em talento com Joyce, Rosa ou Carroll no fabuloso Catatau, seu aclamado primeiro livro, e a um Italo Calvino ou Cortazar neste Agora é que são elas. Sempre genial no que fazia, Leminski saiu-se com esta: 'O romance não é mais possível. Agora é que são elas é um romance sobre a minha impossibilidade de fazer um romance'. E lançou então esta narrativa, em lúdico e atrevido exercício, misturando todo seu repertório e talento como poeta, tradutor, ensaísta, publicitário, músico e transgressor inventivo de diversas normas. Com grande habilidade e competência neste 'suprarromance' misturando paródias, ironias, citações várias, inversões de perspectivas, norma culta ou linguajar desbocado, Leminski vai tecendo tramas: personagem sem nome, narrador-malandro que queria ser médico, mas virou astrônomo, tem um caso com Norma, filha de seu analista Vladimir Propp, escritor russo, autor da Morfologia do conto maravilhoso... As normas propostas por Propp nesse livro norteiam ou confundem a vida e ações das personagens enquanto rola uma agitada festa que estranhamente não comemora nada, divagações e questionamentos sobre os lances de uma guerra em algum lugar no cosmos, idas e vindas no tempo e no espaço, na história: tudo parece muito ao acaso, despretensiosamente ou não, para reviravoltas do pensamento culto, da filosofia à psicanálise, com uma linguagem simples, leve e solta, ligeira e musical, embaralhando e desmascarando as articulações da lógica e as regras dos esquemas prontos. Além das aparências, este definitivamente não é um romance fácil ou superficial. E a crítica vem se desdobrando em análises para lhe renovar elogios. A vida como um carnaval passando pelo labirinto, dentro ou avessa a certas normas. Ficção e realidade, indagações sobre a existência. 'Ao delito de deixar o dito pelo não dito' é o pensamento vivo de Leminski que conspira por aqui. Mas será que é mesmo assim?

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Débora Dacanal (Org.) - Poesias De Paulo Leminski
















Paulo Leminski nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista "Invenção", porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto "A Cor do Som". Publica, em 1975, o romance experimental "Catatau". Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento "Folhetim" do jornal "Folha de São Paulo" e com a revista "Veja". No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro "Metamorfose" foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas ("Sintonia para pressa e presságio") foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva — Rio de Janeiro.

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Joacy Ghizzi Neto - Cartas De Paulo Leminski: Sinais De Vida
















É possível deflagrar com Paulo Leminski uma espécie de insurreição da linguagem poética a serviço da vida e sua transformação. A leitura das cartas do poeta, mais precisamente o movimento de correspondência com o poeta Régis Bonvicino, remonta à importância milenar da prática epistolar enquanto uma força nos processos históricos e culturais. Esse espaço estratégico, como o do trabalho da toupeira, é um terreno fértil para a elaboração de um projeto que articula, no caso leminskiano, uma reflexão e prática sobre “o que interessa, o que a gente quer, no fundo, É MUDAR A VIDA”.

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