
É possível deflagrar com Paulo Leminski uma espécie de insurreição da
linguagem poética a serviço da vida e sua transformação. A leitura das
cartas do poeta, mais precisamente o movimento de correspondência com o
poeta Régis Bonvicino, remonta à importância milenar da prática
epistolar enquanto uma força nos processos históricos e culturais. Esse
espaço estratégico, como o do trabalho da toupeira, é um terreno fértil
para a elaboração de um projeto que articula, no caso leminskiano, uma
reflexão e prática sobre “o que interessa, o que a gente quer, no fundo,
É MUDAR A VIDA”.
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