O objetivo deste livro é tentar compartilhar com o leitor a sabedoria dos "austríacos" e suas principais lições - tudo através do meu próprio filtro, naturalmente. Esta obra serve de introdução aos pensamentos da Escola Austríaca, tão ignorada nos debates econômicos desse país. O livro tem a forma de artigos independentes, muitos deles resenhas de livros dos principais expoentes da Escola Austríaca. O "economês" foi evitado sempre que possível, e o público-alvo desse livro é, sem dúvida, mais abrangente que somente economistas. Trata-se, afinal, de uma ampla defesa da liberdade individual, tão ameaçada atualmente. Pegando emprestado o título do livro mais famoso de Hayek, espero poder ajudar a evitarmos "o caminho da servidão" que trilhamos em nossos dias.
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domingo, 11 de outubro de 2015
domingo, 27 de setembro de 2015
Rodrigo Constantino - Privatize Já
Em Privatize Já, o economista Rodrigo Constantino procura
desmistificar o termo 'privatização', expondo as vantagens de um
processo como este quando é bem feito. Para o autor, está provado que o
modelo de empresas estatais no Brasil não funciona. De acordo com o
livro, são as menos lucrativas e as que mais empregam. Ainda assim, boa
parte da população treme ao ouvir 'privatizado'. Mas se o serviço
público não funciona, por que a privatização se tornou essa heresia? De
acordo com Constantino, por pura falta de informação. O economista
destaca o caso das empresas brasileiras de telefonia, que eram as
detentoras das linhas e licenças. Tomando por base a lei do livre
comércio, Constantino afirma que a concorrência entre empresas privadas
costuma ser garantia de bons serviços, e um passo extremamente
importante na direção de mais progresso, prosperidade e liberdade.
sábado, 1 de agosto de 2015
Rodrigo Constantino - Esquerda Caviar
O livro é sobre aquilo que tradicionalmente se chamou de “esquerda
festiva” – que o autor atualiza e renomeia para “esquerda caviar” – e
trata da associação histórica entre ícones da cultura (Chico Buarque,
por exemplo) e líderes autoritários/populistas (Fidel, Hugo Chavez);
entre elite econômica (George Soros) e causas politicamente corretas
(meio ambiente, aquecimento global). Embora escorado em ampla
bibliografia e em evidente estudo, o livro tem um caráter essencial de
provocação e de chamada à discussão.
domingo, 30 de novembro de 2014
Rodrigo Constantino - Esquerda Caviar
Este livro de Rodrigo Constantino é urgente. Uma pérola em meio ao mar
de obviedades e mentiras comuns na literatura “intelectual” nacional. O
título Esquerda caviar remete a uma expressão de nossos irmãos mais
velhos portugueses para descrever a “esquerda festiva” (como dizia o
grande Nelson Rodrigues, citado algumas vezes por Constantino), marca de
um grande desvio de caráter no mundo contemporâneo: este tipo de gente
que frequenta jantares inteligentes defendendo a África enquanto bebe
vinho caro e humilha amigas menos magras. Nelson Rodrigues usava a
expressão “amante espiritual de Che Guevara” para nomear a esposa de um
casal burguês com “afetações revolucionárias”, o típico “casal caviar”.
Em meio às festas da “festiva”, o casal de grã-finos, donos da casa,
levava Nelson até o pequeno altar onde uma foto de Che posava para os
suspiros da esposa apaixonada pelo revolucionário. Poderíamos supor que
este marido falaria algo semelhante ao que outros “maridos caviar” ante
as possíveis infidelidades das esposas com outro “guru caviar”, Chico
Buarque: “Com o Che e o Chico, eu deixo ela me trair.” Risadas? De
onde vem este fenômeno? Constantino lança mão de um rico arsenal de
citações clássicas e contemporâneas para fazer seu diagnóstico: antes de
tudo, estamos diante do velho problema de caráter. Nada de questões
políticas. Apenas questões morais de fundo: mentira, hipocrisia, luta
por autoestima social, narcisismo, oportunismo carreirista, tentativa de
se ver como pessoa pura de coração, enfim, uma fogueira de vaidades.
Como dizia outro autor que é referência importante para esta obra, o
filósofo britânico Edmund Burke, do século XVIII: antes de qualquer
problema político, existe um drama moral. Numa linguagem direta e
simples, permeada por uma bibliografia que nada deixa a desejar,
Constantino atravessa o “menu caviar” de nossa era vaidosa.
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