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domingo, 13 de novembro de 2016

Vinicius De Moraes - A Rosa De Hiroshima














Escritor atento aos acontecimentos que moldaram o século XX, Vinicius de Moraes (1913-1980) escreveu poemas sobre eventos, cidades, outros amigos escritores (como Manuel Bandeira e Pedro Nava) e até mesmo sobre futebol. Nos poemas reunidos especialmente para esta edição digital, aparece o Vinicius que observa as cidades, rememora os afetos, expõe sua admiração por outros autores. Reunidos especialmente para esta edição, são poemas selecionados a partir de diversos volumes de sua obra, funcionando como uma pequena – porém significativa – antologia do grande poeta brasileiro.

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Vinicius De Moraes - A Uma Mulher














Vinicius amava a beleza, os amigos, era homem dedicado a cultivar os afetos. E também era um grande amante das mulheres. Uma boa parte de sua produção — principalmente na poesia — versa sobre a presença feminina na sua vida ou mesmo sua observação do comportamento das mulheres, pelo qual o autor tinha imenso fascínio. Disso resulta sua absoluta imersão na lírica amorosa: o encanto, a paixão, o romance e o inevitável fim de muitas relações servem como mote. Essa reunião dos poemas amorosos de Vinicius de Moraes é uma boa porta de entrada para o universo de um dos nossos maiores escritores. E mais: é um passeio, de mãos dadas com o grande poeta, pelas diversas formas e abordagens do amor na poesia brasileira do século XX.

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Vinicius De Moraes - Forma E Exegese & Ariana, A Mulher














Neste volume, o leitor tem reunidos Forma e exegese (1935) e Ariana, a mulher (1936), o segundo e o terceiro livro de Vinicius de Moraes, respectivamente. Forma e exegese foi publicado quando Vinicius tinha apenas 22 anos. Mas se o jovem poeta já chamara a atenção da crítica com seu primeiro livro, O caminho para a distância (1933), o segundo trouxe a consagração ao receber o prestigioso prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira. Ariana, a mulher é um único e longo poema que põe em cena, como num transbordamento, o mundo emotivo e existencial de um sujeito. O texto se inicia com o relógio “batendo soturnamente a Meia Noite” e termina com o mesmo relógio “parado sobre a Meia Noite”. É nesse mundo estagnado, morto, que o poeta clama por Ariana. Mas ela não é apenas uma mulher; como o título sugere, ela é a mulher. E é também a morte, a vida, a natureza. O volume que o leitor tem agora em mãos abre-se com um caderno de imagens que reproduz manuscritos e datiloscritos - parte do longo trabalho do poeta para chegar à versão final dos poemas -, fotografias e outros documentos, como antigas capas e o recibo de pagamento pela impressão dos primeiros exemplares de Forma e exegese.

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Vinicius De Moraes - Chorinho Para A Amiga














Nesta seleção de suas crônicas, garimpadas entre seus principais livros para integrarem essa edição digital exclusiva, Vinicius aparece por inteiro. A infância, suas memórias de um Rio de Janeiro bucólico e quase interiorano, a observação da passagem do tempo, a paixão pelos livros e pela língua portuguesa, o amor pelas mulheres e a contemplação – sempre leve, esperta, atilada – da vida cotidiana. Tudo com delicadeza, humor e inteligência.

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Vinicius de Moraes - Uma Mulher Chamada Guitarra














Vinicius de Moraes (1913-1980) foi uma das presenças mais marcantes na cultura brasileira do século XX. Mais de trinta anos de sua morte, a importância do autor não para de crescer. Pudera: o carioca Vinicius foi um dos nossos grandes poetas modernistas, compositor - um dos pais do movimento conhecido como Bossa Nova, a partir do final dos anos 1950 - que criou canções até hoje conhecidas por brasileiros de todas as gerações, como “Garota de Ipanema”, cronista consagrado na imprensa, dramaturgo, amante da beleza, da mulher e da natureza. Nesta seleção de suas crônicas, Vinicius aparece por inteiro. A infância, suas memórias de um Rio de Janeiro bucólico e quase interiorano, a observação da passagem do tempo (e a inevitável presença da morte), a paixão pelos livros e pela língua portuguesa, o amor e a contemplação - bem-humorada - da vida cotidiana ocupam estas páginas. Tudo com delicadeza, humor e inteligência, em textos leves e divertidos.

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vinicius De Moraes - Para Viver Um Grande Amor














Pode-se dizer deste livro que ele é um clássico moderno. Publicado pela primeira vez em 1962, seu público leitor só fez crescer desde então. O título - Para viver um grande amor - parece exercer sobre nós um grande fascínio. Vinicius de Moraes não decepciona seu leitor. E talvez devêssemos acrescentar: ele nunca nos decepciona, alçando-nos, ao contrário, além de nossas expectativas. Para viver um grande amor estrutura-se de modo singular: alterna poesia e prosa. As crônicas guardam as marcas típicas do gênero, como a observação aguda do cotidiano e a linguagem despojada. Mas, além disso, conforme o próprio Vinicius, "há, para o leitor que se der ao trabalho de percorrê-las em sua integridade, uma unidade evidente que as enfeixa: a do grande amor". Quanto aos poemas, encontram-se, aqui, exemplares de grande força expressiva, como o impactante "Carta aos 'Puros'". Os poemas não raro tomam para si a tarefa da crônica e, então, surgem experiências como os bem-humorados "Feijoada à minha moda" e "Olhe aqui, Mr. Buster" ou o seco e dramático "Blues para Emmett Louis Till". O volume abre com um caderno de imagens que reproduz originais de Vinicius e fotografias que ajudam a recriar o universo afetivo e intelectual do livro. Um posfácio do ensaísta Francisco Bosco, escrito especialmente para esta edição, lança um novo olhar crítico sobre a obra, ao passo que a sessão "Arquivo" recupera textos fundamentais e por vezes pouco conhecidos, como a crônica inédita em que Carlos Drummond de Andrade fala da noite de autógrafos de Para viver um grande amor.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Vinicius De Moraes - Para Uma Menina Com Uma Flor














As crônicas reunidas neste livro, escritas entre 1941 e 1966, tocam temas díspares, mas fascinantes: o pós-guerra, um desenho de Carlos Scliar, a avenida Atlântica, Hollywood, o assassinato de dez mil pintinhos pelo Ministério da Agricultura, um batizado na Penha, o amor à pátria, a morte de Cecília Meireles, uma “saison” em Caxambu. O cotidiano aqui aparece emaranhado, desconexo, caótico como de fato são os acontecimentos. Vinicius de Moraes sabe que a função do cronista não é a mesma de um administrador, que conecta, limpa e arquiva o mundo real. Ao contrário, ao retratista não cabe escolher o que a realidade lhe oferece, nem discriminar imagens ou acontecimentos. Cabe, sim, pôr-se a serviço do confuso trançado de fatos que compõem o cotidiano e não sucumbir à ânsia de colocar, precocemente, ordem na casa – pois os fatos se ajeitam e se moldam por si mesmos, ou simplesmente se perdem na espiral do tempo.

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sexta-feira, 19 de junho de 2015

Vinícius De Moraes - O Caminho Para A Distância














O caminho para a distância, publicado no Rio de Janeiro em 1933 (por Schmidt editor), foi o título de estréia de Vinicius de Moraes. No breve texto de abertura, o poeta diz: "Este livro é o meu primeiro livro. Desnecessário dizer aqui o que ele significa para mim como coisa minha (...). São cerca de quarenta poemas intimamente ligados num só movimento, vivendo e pulsando juntos, isolando-se no ritmo e prolongando-se na continuidade, sem que nada possa contar em separado. Há um todo comum indivisível". Desde então, O caminho para a distância jamais voltou a ser editado, e apenas um de seus poemas constou da antologia que mais tarde o próprio Vinicius organizou de sua obra. O leitor terá agora, portanto, a oportunidade de se concentrar num livro marcado pela intensidade dos temas, dos sentimentos e da linguagem, escrito por um poeta que - com apenas dezenove anos - surpreendeu o público e a crítica com seus dramas místicos e existenciais. Além da rigorosa fixação dos textos, um alentado caderno de imagens situa o livro em sua época e ilustra a biografia de Vinicius de Moraes. Aos poemas, seguem-se um posfácio do crítico Antonio Carlos Secchin - escrito especialmente para esta edição - e textos críticos publicados na época em que O caminho para a distância foi lançado. Por fim, uma cronologia da vida e da obra esboça um breve retrato daquele que é um dos mais importantes nomes da cultura brasileira de todos os tempos.

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