O livro assume a intenção de um discurso
multivocal à volta do tema, tendo em conta os diferentes entendimentos
que faz despoletar o termo PCI promovido pela Convenção para a
Salvaguarda do Património Cultural Imaterial. Tal como sublinha
José Mingote Calderón, coordenador da obra, no seu conjunto, a
publicação reclama diferentes visões do conceito de PCI que resultam da
reinterpretação do normativo internacional, estando também implícita a
seguinte dualidade, um entendimento do “PCI como riqueza” que traduz à
letra os desígnios da Convenção, a par com uma leitura mais crítica das
políticas desenvolvidas no âmbito da salvaguarda do PCI. O livro está estruturado em torno de duas
partes: “Ponencias” e “Comunicaciones” e constitui uma diversificação
de olhares sobre o PCI, através de contribuições a partir de várias
áreas disciplinares para além da Antropologia (História, Arqueologia,
Sociologia, etc.) e terrenos de actuação (ex. museus, bibliotecas,
etc.). Entre os textos está presente uma contribuição sobre a realidade
portuguesa pela mão de Paulo Ferreira da Costa, que descreve o percurso
normativo e institucional realizado a partir da tradução da Convenção de
2003 para o contexto nacional.
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