A reemergência de grandes projetos desenvolvimentistas, que ameaçam o
meio ambiente e o modo de vida das populações locais constitui uma
reedição da era da “modernização” e da ênfase no “progresso” em
detrimento do meio ambiente e da tradição. Grupos indígenas, povos
ribeirinhos e tradicionais são desconsiderados e invisibilizados pelos
estudos e processos decisórios. Desenvolvimento, Reconhecimento de
Direitos e Conflitos Territoriais, retrata o “estado das artes” dessas
reflexões propositivas, tanto no que se refere aos dilemas criados pelas
grandes obras – em especial pelas hidroelétricas – quanto ao
reconhecimento dos direitos territoriais de grupos tradicionais e dos
chamados quilombolas, incluindo os desafios do trabalho pericial e de
pesquisa antropológica.
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