Nos últimos anos e com maior intensidade depois da crise mundial que revelou, com fatos, as fragilidades do modelo, até então hegemônico à escala global, de mercado autorregulado, a temática do desenvolvimento voltou a ocupar lugar de destaque na agenda brasileira, tanto no âmbito acadêmico quanto nas instâncias de discussão e decisão das políticas públicas. O sempiterno debate entre desenvolvimentistas, herdeiros dos ensinamentos da economia política clássica e do estruturalismo latino-americano, e os defensores da velha ortodoxia liberal, que havia sido interditado nos anos 90 com a adesão tardia do Brasil ao receituário neoliberal, ganhou, assim, visibilidade e atualidade crescentes.
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