As questões que são analisadas nesse estudo – o desenvolvimento da noção
de corpo e a abertura à intersubjetividade – mostram que ler Husserl
como um idealista vinculado aos termos da filosofia moderna, como é
ainda comum entre os intérpretes, não dá conta da amplitude de seu
pensamento. Quando investigamos tais temas, muitos dos quais foram
desenvolvidos em obras publicadas apenas postumamente, podemos constatar
que a fenomenologia husserliana foi precursora de diversas questões
fundamentais da filosofia contemporânea, incluindo aquelas desenvolvidas
mais amplamente a partir do desdobramento da tradição fenomenológica
através de outros pensadores, como Heidegger e Merleau-Ponty. O foco
desse livro, portanto, é a fase “tardia” da filosofia husserliana, de
modo que nos centramos nas obras produzidas a partir dos anos 30, além
de alguns dos manuscritos do filósofo recentemente editados e
publicados. Não se limitando, no entanto, a uma defesa do pensamento
husserliano, esse estudo pretende apresentar uma avaliação crítica do
modo como o fenomenólogo desenvolve os conceitos de corpo e
intersubjetividade, tanto no sentido de reconhecer sua originalidade e
dificuldades, como na busca por indicar alguns dos limites do projeto
fenomenológico enquanto filosofia transcendental.
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